Agro

Fazenda de SC mais que dobra taxa de concepção com IATF em quatro anos

Propriedade de 265 hectares foi destaque em oficina técnica da ATeG Bovinocultura de Corte promovida pelo Sistema Faesc/Senar

Equipe Corrivus
Publicado em 04/06/2026, às 20h27

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Resumo da matéria

A Fazenda Piroca, propriedade de Moacir Piroca em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, foi o centro de uma oficina técnica da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Bovinocultura de Corte realizada em 25 de junho. O evento, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural local, revelou avanço consistente nos índices de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF): a taxa de concepção saiu de 37,5% na estação 2022/2023 e chegou a 59,85% em 2024/2025. A média do grupo ATeG ficou em 58,88%.

Fazenda de SC mais que dobra taxa de concepção com IATF em quatro anos

Oficina técnica da ATeG Bovinocultura de Corte apresentou evolução nos índices reprodutivos da Fazenda Piroca, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina Crédito: Divulgação

Em quatro estações reprodutivas, a Fazenda Piroca, de Moacir Piroca, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, elevou sua taxa de concepção por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) de 37,5% para 59,85% — evolução apresentada em oficina técnica da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Bovinocultura de Corte realizada no dia 25 de junho, promovida pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural de São Miguel do Oeste. O encontro reuniu produtores, técnicos e lideranças do setor.

A propriedade ocupa 265 hectares no total, dos quais 190 hectares são destinados à atividade pastoril. A estrutura conta com lotação de 1,85 Unidade Animal (UA) por hectare, 28 piquetes e 48 hectares de fertiirrigação. Entre as metas estabelecidas no início da ATeG estiveram a estabilização do rebanho em 280 matrizes, a produção anual de 230 bezerros e o alcance de 170 quilos de desmame por vaca exposta, com aproximação da média de 210 quilos, além de investimento contínuo em melhoramento genético para padronização das fêmeas do plantel.

A série histórica de IATF mostra crescimento consistente. Na estação 2022/2023, a fazenda contabilizou 200 animais, realizou 200 inseminações e obteve 72 diagnósticos positivos, com taxa de concepção de 37,5%. No ciclo seguinte, 2023/2024, foram 197 animais, 211 inseminações e 204 diagnósticos, com taxa de concepção de 56,86% — avanço superior a 19 pontos percentuais. Em 2024/2025, a estrutura reprodutiva foi ampliada para 229 animais e 267 inseminações, com 264 diagnósticos e taxa de concepção de 59,85%, o melhor índice da série. Na estação mais recente, 2025/2026, foram 241 animais, 274 inseminações e 269 diagnósticos, com taxa de concepção de 58,36%.

Segundo o técnico de campo Marlon Sbruzzi, os dados comprovam a evolução da fazenda no desempenho reprodutivo. A média de concepção do grupo ATeG chegou a 58,88%, reforçando o planejamento reprodutivo como ferramenta estratégica para elevar a produtividade na pecuária de corte.

A oficina também abordou a relevância da prenhez precoce. Ao emprenhar mais cedo, as matrizes produzem mais bezerros ao longo da vida reprodutiva, reduzindo o intervalo entre gerações e melhorando o retorno econômico. Fêmeas que iniciam a reprodução mais jovens tendem a apresentar maior eficiência reprodutiva, além de antecipar o aproveitamento do potencial genético dos animais e acelerar a reposição do rebanho.

Foram ainda destacadas características comuns em propriedades com bons resultados produtivos: ajuste adequado da lotação, controle sanitário, manejo correto das pastagens, controle de carrapatos, vermifugação, vacinação reprodutiva, manejo de primíparas e seleção de matrizes por fertilidade.

Participaram do encontro o presidente do Sindicato Rural de São Miguel do Oeste, Adair José Teixeira, a supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Bittencourt Viêra, o supervisor técnico da ATeG, Fernando Schneider, e o técnico de campo Marlon Sbruzzi. O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, avaliou que o evento reforçou a importância da assistência técnica para a pecuária catarinense. “Os Dias de Campo são fundamentais para promover a troca de conhecimentos, a difusão de tecnologias e a adoção de práticas sustentáveis que impulsionam a produtividade, aumentam a rentabilidade e tornam as propriedades rurais cada vez mais eficientes e preparadas para os desafios do setor”, afirmou.

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