São João e Dia dos Namorados devem injetar R$ 682,7 milhões em Pernambuco
Levantamento da Fecomércio-PE projeta crescimento de 2,9% em relação a 2025 na movimentação financeira ligada às duas datas.
Resumo da matéria
As festas de São João e o Dia dos Namorados devem gerar R$ 682,74 milhões adicionais na economia pernambucana em 2026, segundo levantamento do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE.
As festas de São João e o Dia dos Namorados devem acrescentar R$ 682,74 milhões à economia pernambucana em 2026.
A projeção é do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE e aponta crescimento de 2,9% no volume financeiro movimentado em comparação com o ano passado.
O levantamento foi elaborado para apoiar empresários, lojistas e gestores públicos nas decisões relacionadas às vendas durante o período comemorativo.
O valor estimado representa crescimento de 6,2% em relação à movimentação financeira calculada para um 'mês normal', sem os efeitos sazonais do período junino. Essa linha de base foi estimada em R$ 11,04 bilhões.
A série histórica do estudo indica avanço contínuo da movimentação financeira vinculada ao São João e ao Dia dos Namorados em Pernambuco entre 2019 e 2026.
Os dados também mostram crescimento gradual da movimentação associada às duas datas ao longo da última década. Em 2013, o impacto adicional isolado da festa foi estimado em cerca de R$ 322,8 milhões.
Para 2026, a projeção de R$ 682,74 milhões indica que o valor nominal injetado pelo evento mais do que dobrou em relação ao início da série.
Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE, afirma que o período junino tem elevada relevância para a movimentação econômica pernambucana e influencia diversos segmentos do setor terciário.
Segundo ele, a data cria oportunidades para empresários preparados para atender à demanda do período e também contribui para a preservação do patrimônio cultural do estado.
O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, avalia que o crescimento de 2,9% pode ser considerado positivo diante do elevado nível de endividamento das famílias e do avanço da inadimplência.
De acordo com Rafael Lima, nesse cenário, a oferta de bens e serviços por meio de modalidades de crédito ganha maior relevância por causa do comprometimento da renda com dívidas e compras recorrentes do consumidor.