Cidadania

Brasil gerou 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2024

Professora de Gestão Ambiental da UNIASSELVI aponta hábitos simples para reduzir desperdício de água, energia e materiais recicláveis no dia a dia

Equipe Corrivus
Publicado em 04/06/2026, às 20h28

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Resumo da matéria

Dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) mostram que o Brasil gerou mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2024. Para Maria Cecília Miotto, professora de Ciências Biológicas e Gestão Ambiental da UNIASSELVI e doutora em Biotecnologia e Biociências, reduzir o desperdício não exige investimentos — apenas escolhas mais conscientes no consumo, na separação do lixo, no uso de água e energia e no descarte correto de eletrônicos.

Brasil gerou 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2024

Separação correta do lixo e consumo consciente são práticas apontadas por especialista da UNIASSELVI para reduzir a geração de resíduos no Brasil Crédito: Ilustração

O Brasil gerou mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2024, segundo relatório da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). O número coloca a geração de poluentes entre os principais problemas ambientais urbanos do país — e a solução, segundo especialistas, começa em casa, com pequenas escolhas diárias que não exigem investimentos, apenas atenção e consciência.

O consumo é um dos pontos centrais do problema. Um levantamento da Bloomberg aponta que 2.150 peças de roupa por segundo são descartadas apenas nos Estados Unidos, gerando 11,3 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano. Para Maria Cecília Miotto, professora dos cursos de Ciências Biológicas e Gestão Ambiental da UNIASSELVI, a questão começa antes da compra. “Antes de comprar, é fundamental refletir se o item é realmente necessário, com que frequência será utilizado e se já não existe em casa algo que cumpra a mesma função. Outro ponto importante é reconhecer o quanto somos influenciados pelas mídias sociais, que frequentemente reforçam padrões de consumo pouco sustentáveis”, alerta.

No cotidiano doméstico, atitudes simples fazem diferença: reduzir o tempo de banho, corrigir vazamentos, desligar aparelhos em modo stand-by e manter equipamentos com manutenção em dia ajudam a economizar água e energia. A separação correta do lixo reciclável também é destacada como essencial — ela garante que os materiais cheguem limpos às cooperativas, facilita o reaproveitamento, gera renda e evita a sobrecarga dos aterros sanitários.

O descarte de eletrônicos merece atenção especial. Por conterem metais pesados e substâncias tóxicas, esses itens não devem ser jogados no lixo comum nem guardados indefinidamente em casa — o destino correto são os pontos de coleta específicos. “Quando resíduos com diferentes destinações são descartados juntos, a chance de contaminação aumenta e grande parte do material que poderia ser reciclado acaba indo para aterros ou lixões”, explica Miotto, que é doutora em Biotecnologia e Biociências e mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental.

A especialista também destaca o papel da educação ambiental para as crianças. Segundo ela, envolver os pequenos de forma leve — com brincadeiras, metas e pequenas recompensas — transforma boas práticas em aprendizado duradouro. “O primeiro passo é dar o exemplo, pois as crianças aprendem principalmente observando as atitudes dos adultos no cotidiano”, afirma.

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