Economia

Habilidades comportamentais definem profissional de TI disputado em 2026

Comunicação, adaptabilidade e visão de negócios são diferenciais em cenário de alta competitividade

Equipe Corrivus
Publicado em 19/05/2026, às 22h18

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Resumo da matéria

A transformação digital e a ascensão da Inteligência Artificial intensificaram a busca por especialistas qualificados em tecnologia. Dados do Guia Salarial da Robert Half apontam que 68% das companhias no Brasil planejam expandir seus quadros tecnológicos em 2026. Consultoria Nava destaca que, além do domínio técnico, as competências comportamentais definem quem lidera projetos e evolui na carreira.

Habilidades comportamentais definem profissional de TI disputado em 2026

Thaís Trapp, Chief Marketing & People Office da Nava Crédito: Nava/Divulgação

A Nava, consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, comenta as competências e habilidades que os recrutadores priorizam.

Para Thaís Trapp, Chief Marketing & People Office da Nava, a janela de oportunidades é proporcional ao nível de dedicação do profissional. Vivemos um momento de intensa dualidade. Se de um lado há abundância de oportunidades em diversas áreas, de outro, o mercado segue cada vez mais exigente. Para as empresas, os talentos mais relevantes compreendem o contexto do negócio e atuam além da operação de ferramentas. A estagnação é o maior risco para quem busca protagonismo na carreira.

O domínio técnico é pré-requisito, mas são as competências comportamentais que definem quem lidera projetos e evolui na carreira. O mercado busca a combinação de raciocínio lógico com habilidades interpessoais para atuar em ambientes corporativos complexos, nos quais o fator humano sustenta a atuação diante da automação.

Entre as habilidades comportamentais em destaque estão adaptabilidade e resiliência, comunicação assertiva e visão de negócios, colaboração em ambientes híbridos e inteligência emocional.

Em um mercado que se transforma intensamente, a flexibilidade para aprender e incorporar novas ferramentas com agilidade é determinante, assim como a capacidade de atuar sob pressão, aspectos essenciais para o avanço, a produtividade e a gestão de prazos e desafios. Também buscamos profissionais que sejam capazes de resolver problemas e comunicar caminhos e decisões. Traduzir aspectos técnicos em impactos para o negócio é fundamental para garantir o alinhamento com stakeholders e áreas não técnicas. Disciplina, autogestão e capacidade de colaboração permanecem essenciais, destaca Trapp.

As competências técnicas refletem a demanda por automação, proteção de dados e análise de informações. Para se destacar, o profissional deve dominar áreas centrais da transformação digital: engenharia de prompt e IA generativa, cibersegurança, arquitetura de nuvem (cloud computing), análise de dados (BI) e Big Data, e desenvolvimento full stack com foco em APIs.

Técnica e comportamento se tornaram indissociáveis para o profissional do futuro. O sucesso depende da capacidade de transitar entre o desenvolvimento técnico e as relações profissionais. Ao equilibrar atualização constante e habilidades interpessoais, o profissional contribui para uma economia cada vez mais digital.

A Nava é uma consultoria brasileira de tecnologia com três décadas de atuação, especializada em transformar complexidade em crescimento. Com cerca de 2.000 especialistas, a Nava reúne capacidades em dados, cibersegurança, cloud, observabilidade, infraestrutura e modernização de aplicações. Seu ecossistema inclui a GH Brandtech e a Ventura, referência em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas.

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