Saúde

São José prepara liberação de mosquitos com bactéria Wolbachia contra arboviroses

Método aprovado pela Anvisa e recomendado pela OMS utiliza Aedes aegypti com bactéria que reduz transmissão de dengue, Zika e chikungunya

Equipe Corrivus
Publicado em 06/09/2026, às 18h46

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Resumo da matéria

A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, avança na implantação do Método Wolbachia, que utiliza mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão de dengue, Zika e chikungunya. O projeto abrange oito bairros e prevê 3.750 pontos de liberação georreferenciados, divididos em 15 rotas com 250 pontos cada. Cerca de 30 Agentes de Combate às Endemias participam das atividades de comunicação e engajamento, que já alcançaram mais de 4 mil pessoas. A validação técnica dos pontos deve ser concluída antes do início das solturas, previstas para ocorrer semanalmente. A tecnologia, desenvolvida pela Fiocruz, é aprovada pela Anvisa e recomendada pela OMS. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 143,7 mil moradores.

São José prepara liberação de mosquitos com bactéria Wolbachia contra arboviroses

São José prepara 3.750 pontos para a liberação de mosquitos com Wolbachia em oito bairros. Crédito: Ilustração

A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações de comunicação e engajamento comunitário para a implantação do Método Wolbachia, tecnologia desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, naturalmente encontrada em diversas espécies de insetos, e que reduz a capacidade do mosquito de transmitir dengue, Zika e chikungunya. A bactéria dificulta o desenvolvimento desses vírus no organismo do mosquito e se dissemina entre as novas gerações por meio da reprodução.

Na etapa atual, duas agentes realizam o mapeamento e a validação técnica dos pontos de soltura, utilizando o aplicativo QField, ferramenta de código aberto para coleta e gerenciamento de dados geoespaciais em campo. O trabalho já foi concluído em Forquilhinha e em parte do Kobrasol, e seguirá para Campinas na próxima semana. Depois, as equipes avançarão para as demais regiões contempladas, incluindo Areias e Serraria.

No total, a área de implantação abrange oito bairros, com 3.750 pontos de liberação georreferenciados, divididos em 15 rotas de 250 pontos cada. A validação de todos os pontos deverá ser concluída antes do início da soltura dos mosquitos, que será realizada semanalmente por equipes especializadas.

Além do mapeamento, cerca de 30 Agentes de Combate às Endemias participam de atividades como apresentação do projeto, esclarecimento de dúvidas, verificação de focos e distribuição de materiais informativos. A Secretaria Municipal de Educação iniciou a distribuição de panfletos e cartazes educativos nas unidades da rede municipal de ensino, incluindo Centros Educacionais Municipais (CEMs) e Centros de Educação Infantil (CEIs) localizados nos oito bairros.

As ações de engajamento já passaram por Forquilhinha, Campinas, Kobrasol e Barreiros. Em setembro, as equipes iniciam a mobilização nos bairros Ipiranga e Jardim Cidade de Florianópolis. Visitas e treinamentos seguem até o fim de outubro.

Mais de 4 mil pessoas já foram alcançadas pelas equipes em residências e estabelecimentos comerciais. Estão previstas atividades educativas em escolas, associações comunitárias e outros espaços públicos.

De acordo com Sirleia Aparecida da Silva, gerente de Endemias da Secretaria de Saúde, a participação comunitária contribui para a disseminação de informações corretas, o esclarecimento de dúvidas e a construção de uma relação de confiança entre moradores e órgãos responsáveis. Ela destaca que o envolvimento da população é fundamental para o sucesso do projeto.

O monitoramento técnico e epidemiológico acompanhará as solturas e permitirá avaliar a presença da Wolbachia na população de mosquitos, bem como os impactos da metodologia no controle da dengue, Zika e chikungunya. A tecnologia não utiliza produtos químicos e não altera geneticamente os mosquitos. A iniciativa beneficiará diretamente cerca de 143,7 mil moradores dos oito bairros de São José.

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