Aurora Coop adota protocolos internacionais de bem-estar animal
Programa segue princípios do Welfare Quality® e inclui auditorias, capacitações, assistência técnica e controles em diferentes etapas da produção.
Resumo da matéria
A Aurora Coop possui um programa de bem-estar animal baseado no protocolo internacional Welfare Quality® e adota política de Tolerância Zero contra maus-tratos. A cooperativa realiza transição para gestação coletiva de matrizes suínas, implanta enriquecimento ambiental e mantém diretrizes para uso prudente de antimicrobianos. Médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos agropecuários e equipes multidisciplinares prestam orientação permanente nas propriedades. Na suinocultura, unidades seguem o protocolo do North American Meat Institute (NAMI) e passam por auditorias da QIMA/WQS com profissionais credenciados pela PAACO. Na avicultura, as avaliações contam com certificação da NSF International. O modelo verticalizado permite acompanhar genética, nutrição, biosseguridade, manejo, transporte e processamento. As exportações respondem por cerca de 36% da receita e chegam a mais de 80 países em todos os continentes.
Aurora Coop mantém protocolos, auditorias e práticas voltadas ao bem-estar animal em sua cadeia produtiva. Crédito: Magnific
A Aurora Coop desenvolve há mais de duas décadas um processo contínuo de bem-estar animal, conforme afirma o vice-presidente de Agronegócios, Marcos Antônio Zordan. O programa segue princípios do protocolo internacional Welfare Quality® e adota política de Tolerância Zero contra maus-tratos. Entre as mudanças adotadas estão a transição das matrizes suínas para sistemas de gestação coletiva, a implantação de recursos de enriquecimento ambiental nas granjas e a atualização de protocolos técnicos.
O modelo verticalizado de produção permite acompanhar genética, nutrição, biosseguridade, manejo, transporte e processamento. Essa integração facilita a aplicação de protocolos, a rastreabilidade e a padronização dos procedimentos em toda a rede de produtores integrados. Médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos agropecuários e equipes multidisciplinares prestam orientação permanente nas propriedades, com atenção a sanidade, ambiência, nutrição, biosseguridade e bem-estar animal.
A cooperativa mantém diretrizes para uso prudente de antimicrobianos, com antibióticos seguindo prescrição veterinária, critérios técnicos, legislação brasileira e requisitos dos mercados atendidos. Medidas preventivas como biosseguridade, vacinação, manejo correto e nutrição adequada ajudam a reduzir a necessidade de intervenções medicamentosas. A Aurora Coop ampliou investimentos em estruturas voltadas à saúde e ao conforto dos animais, além de manter capacitações, auditorias periódicas e controles em diferentes etapas da produção.
Na suinocultura, unidades seguem o protocolo do North American Meat Institute (NAMI) e passam por auditorias da QIMA/WQS, realizadas por profissionais credenciados pela PAACO. Na avicultura, as avaliações contam com certificação da NSF International. As certificações internacionais atestam os padrões de bem-estar animal da cooperativa. Marcos Antônio Zordan explica que não basta estabelecer protocolos internos; organismos independentes devem avaliar os processos e confirmar conformidade com referências reconhecidas no Brasil e no exterior.
Os produtos da Aurora Coop chegam a mais de 80 países em todos os continentes, com exportações respondendo por cerca de 36% da receita. Entre os mercados de destaque estão Japão, Estados Unidos, Chile, Coreia do Sul, Filipinas, China, Rússia, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos. Zordan destaca que mercados internacionais possuem exigências específicas em qualidade, segurança dos alimentos, sanidade e bem-estar animal, o que exige disciplina, investimento, conhecimento técnico e controle em toda a cadeia produtiva.
O executivo avalia que o conceito de produção animal evoluiu com atenção crescente a alojamento, manejo, transporte e comportamento animal. Para ele, não existe bem-estar animal dissociado de sanidade, nutrição, ambiência e manejo, e quanto melhores as condições sanitárias, nutricionais e ambientais, menor tende a ser a necessidade de tratamentos. O trabalho envolve produtores, equipes técnicas, transportadores e unidades industriais, com acompanhamento permanente, critérios técnicos claros e atualização constante.