Cotidiano

PE retoma monitoramento de tubarões no litoral após 11 anos

Projeto Ecotuba, com investimento de R$ 1.052.000,00, começa em junho e será coordenado pela UFRPE para avaliar distribuição e comportamento das espécies no litoral da RMR

Equipe Corrivus
Publicado em 02/06/2026, às 18h40

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Resumo da matéria

O Governo de Pernambuco retoma o monitoramento de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife após 11 anos, com o projeto Ecotuba. Com investimento de R$ 1.052.000,00, a iniciativa começa em junho e será coordenada pela UFRPE, fomentada pela SECTI-PE e pela FACEPE. O projeto vai avaliar a distribuição, os padrões de deslocamento e o comportamento das espécies relacionadas aos incidentes no litoral pernambucano.

PE retoma monitoramento de tubarões no litoral após 11 anos

Projeto Ecotuba retoma monitoramento de tubarões no litoral pernambucano após 11 anos com implantação de transmissores nos animais para rastrear padrões de deslocamento Crédito: Tarciso Augusto/Cemit

Onze anos depois da última ação de monitoramento, Pernambuco volta a rastrear tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife. O projeto Ecotuba, com investimento de R$ 1.052.000,00, começa em junho e vai avaliar a distribuição, os padrões de deslocamento e o comportamento das espécies relacionadas aos incidentes no litoral pernambucano.

A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), demandada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas) e fomentada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-PE) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). O projeto participou da 19ª rodada de submissão ao edital 40/2024, Ciência no Governo: Programa Cientista Arretado — Monitoramento de Tubarões no Litoral Pernambucano, com resultado divulgado em maio.

O monitoramento funciona assim: os animais serão capturados, embarcados e submetidos a um protocolo que inclui identificação da espécie, medição, coleta de sangue e de tecido para análise genética. Em seguida, receberão um transmissor implantado por minicirurgia na região ventral antes de serem devolvidos ao mar. 'Esse transmissor será implantado por meio de uma minicirurgia na região ventral. Feito esse procedimento, será devolvido para o mar e, posteriormente, fazer o acompanhamento do monitoramento desse animal dentro d'água. Ou seja, para que possa constatar o padrão de utilização de espaço', detalhou Paulo Oliveira, professor da UFRPE e coordenador do projeto.

Cada animal será avaliado quanto ao uso dos habitats costeiros da RMR, com coleta de material biológico e indicação de áreas com maior e menor risco de incidentes. 'Os resultados irão permitir a identificação de zonas de risco, a geração de dados científicos atualizados e o aprimoramento das estratégias de prevenção, comunicação e segurança aquática', explicou Danise Alves, secretária executiva do CEMIT.

A secretária da Semas, Nathalie Ribeiro, contextualiza o conjunto de ações do Estado. 'É um conjunto de ações que envolve educação ambiental, pesquisa e monitoramento de incidentes com tubarões na área costeira da Região Metropolitana do Recife e no Arquipélago de Fernando de Noronha, para entender o comportamento desses animais, preservar as vidas de quem frequenta o litoral do Estado e, também, conscientizar turistas e a população quanto à necessidade de respeito à sinalização que indica riscos ao banho de mar e proibição de atividades náuticas', afirmou.

Desde 2023, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 5,5 milhões em ações voltadas à proteção da vida humana, ao fortalecimento da ciência, à gestão responsável do risco e à conservação do ambiente marinho. Atualmente, o monitoramento contínuo de tubarões ocorre apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha, coordenado pela UFRPE com apoio do Governo de Pernambuco, do ICMBio e da Econoronha. Com o Ecotuba, a atuação será ampliada para o litoral continental, buscando compreender a conectividade entre esses ambientes e subsidiar ações de educação, conservação e gestão costeira.

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