Saúde

Médicos que Transformam Pernambuco - 2ª edição será no Recife em 28 de outubro de 2026

Encontro sobre risco cardiometabólico é exclusivo para médicos e tem inscrições gratuitas até 26/10, com vagas limitadas e preenchimento por ordem de confirmação.

Equipe Corrivus
Publicado em 22/10/2026, às 21h26

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Resumo da matéria

A segunda edição do Médicos que Transformam Pernambuco discutirá risco cardiometabólico em 28 de outubro de 2026, às 18h30, na Afya Educação Médica Recife. A iniciativa da Afya, com parceria e apoio da Libbs, abordará identificação precoce, prevenção e tratamento. As inscrições são gratuitas e exclusivas para médicos, até 26/10, com vagas limitadas e preenchimento por ordem de confirmação.

Médicos que Transformam Pernambuco - 2ª edição será no Recife em 28 de outubro de 2026

Médicos que Transformam Pernambuco discutirá risco cardiometabólico, com integração entre cardiologia e endocrinologia. Foto: Caio Sena Crédito: Divulgação

A segunda edição do Médicos que Transformam Pernambuco será realizada em 28 de outubro de 2026, quarta-feira, às 18h30, na Afya Educação Médica Recife, em Boa Viagem. Exclusivo para médicos, o encontro terá como tema o risco cardiometabólico, com integração entre cardiologia e endocrinologia e foco na identificação precoce de fatores de risco e nas estratégias de prevenção e tratamento.

As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas até 26/10 pelo endereço https://educacaomedica.afya.com.br/campanha/medicos-que-transformam. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de confirmação.

A iniciativa é da Afya Educação Médica Recife, com parceria e apoio da Libbs. As duas instituições são informadas como realizadoras do encontro, que terá como palestrantes os médicos Marco Antônio Alves e Caio Sena. A programação ocorrerá no rooftop da unidade, na Avenida Domingos Ferreira, 2324, em Boa Viagem, no Recife (PE).

O debate abordará as relações entre obesidade, diabetes, hipertensão, alterações do colesterol e saúde cardiovascular. A proposta é discutir como reconhecer pacientes com maior risco e definir condutas preventivas e terapêuticas baseadas em evidências científicas, aproximando o conhecimento técnico dos desafios dos consultórios e estimulando o cuidado integrado.

O risco cardiometabólico corresponde à probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e metabólicas, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes tipo 2. Entre os fatores associados estão pressão arterial elevada, alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos, excesso de gordura abdominal e resistência à insulina. Essas condições podem coexistir e potencializar os riscos à saúde, o que torna importante a avaliação integral do paciente.

O avanço da obesidade e do diabetes no Brasil amplia a relevância do tema. Segundo o Vigitel, a prevalência de obesidade entre adultos passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. No mesmo período, a proporção de adultos que relataram diagnóstico médico de diabetes subiu de 5,5% para 12,9%. O levantamento do Ministério da Saúde monitora fatores de risco para doenças crônicas nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas causaram cerca de 19,8 milhões de mortes em 2022, aproximadamente 32% de todos os óbitos globais. A organização aponta alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo nocivo de álcool como fatores que contribuem para essas doenças.

O cardiologista Caio Sena explica que muitas alterações associadas ao risco cardiometabólico não provocam sintomas nas fases iniciais. Segundo ele, avaliação médica, análise do histórico familiar, aferição da pressão arterial, acompanhamento do peso e da circunferência abdominal e exames laboratoriais ajudam a identificar sinais de alerta antes das complicações.

Sena é pós-graduando em Nutrologia pela Afya, cardiologista pelo PROCAPE e especialista em Medicina Esportiva. Atualmente, atua exclusivamente no setor privado, com foco em atletas que buscam alta performance e em pessoas que desejam iniciar ou aprimorar a prática esportiva, em uma atuação voltada à saúde, ao desempenho e à qualidade de vida.

Marco Antônio Alves considera importante que os profissionais da área médica troquem experiências e se atualizem sobre o risco cardiometabólico. Na avaliação dele, esse aprendizado pode contribuir para a prevenção de complicações e mortes cardiovasculares.

Alves também afirma ser possível prevenir precocemente doenças silenciosas relacionadas ao risco cardiometabólico elevado. Entre elas, cita hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia — entendida como colesterol alto —, obesidade, esteatose hepática e apneia do sono.

Mestre e doutor em Ciências pela UFPE, Alves é cardiologista e coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Esperança Recife. Também é membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e especialista em Cessação do Tabagismo pelo American College of Chest Physicians.

Além do diagnóstico precoce, hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular são fundamentais para reduzir os riscos. Atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso e qualidade do sono integram os cuidados de prevenção. A identificação do risco metabólico no paciente ajuda a evitar desdobramentos graves das doenças relacionadas.

O encontro pretende combinar conteúdo técnico e relacionamento para estimular a atualização científica e o intercâmbio de experiências entre os profissionais.

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