Porto de Paranaguá liderou movimentação com 24,2 mil veículos em setembro
De janeiro a setembro, o porto movimentou 131,4 mil veículos, superando as 106,7 mil unidades de todo o ano de 2025.
Resumo da matéria
O Porto de Paranaguá liderou a movimentação nacional de veículos em setembro, com 40,4 mil toneladas e 24,2 mil unidades embarcadas e desembarcadas. De janeiro a setembro, movimentou 131,4 mil veículos, superando as 106,7 mil unidades de todo o ano de 2025. A Portos do Paraná projeta superar ainda em 2026 o recorde de 135,2 mil veículos registrado em 2019, considerando importações e exportações.
Paranaguá movimentou 131,4 mil veículos de janeiro a setembro, superando as 106,7 mil unidades de todo o ano de 2025. Crédito: Porto de Paranaguá
O Porto de Paranaguá assumiu a liderança nacional na movimentação de veículos em setembro, com 24,2 mil unidades embarcadas e desembarcadas, equivalentes a 40,4 mil toneladas. O porto também liderou as importações do segmento no mês, com 17,8 mil veículos desembarcados. A expectativa é manter a posição nos próximos meses e alcançar, em 2026, o melhor resultado da última década.
O movimento segue em alta em outubro, com a entrada de novas marcas no mercado nacional. Na segunda-feira (26), o Grande Istanbul chegou a Paranaguá para uma operação com previsão de desembarque de 6.030 veículos elétricos e híbridos, o que deverá ser o maior desembarque desse tipo na história do porto. Outras duas embarcações provenientes da Ásia, com mais de 9 mil automóveis, têm previsão de atracação até o dia 31.
O Grande Istanbul é o terceiro navio a atracar em Paranaguá em uma semana com carga expressiva de veículos. Entre os dias 21 e 25, outras duas embarcações descarregaram 8,1 mil veículos.
Flavio de Faria Rufino, diretor de Portos da Ascensus, operadora portuária que atua em Paranaguá, prevê encerrar outubro com 40 mil a 45 mil veículos movimentados, o que representaria um recorde histórico para o porto. Para o ano, a expectativa do executivo é de cerca de 200 mil veículos.
De janeiro a setembro, Paranaguá movimentou 131,4 mil veículos, superando as 106,7 mil unidades registradas em todo o ano de 2025. A Portos do Paraná projeta ultrapassar, ainda em 2026, o recorde de 135,2 mil veículos de 2019, considerando importações e exportações.
Em tonelagem, o porto ocupa a vice-liderança nacional nas importações e exportações de veículos no acumulado de janeiro a setembro. Segundo o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados do comércio exterior e utiliza a tonelagem como indicador, Paranaguá importou 142,8 mil toneladas e exportou 34,6 mil toneladas no período.
Somente em setembro, as importações somaram 35,7 mil toneladas, equivalentes a 49,6% do total nacional, enquanto as exportações chegaram a 4,7 mil toneladas. A movimentação total de veículos de Paranaguá no mês ficou em quase o dobro da registrada pelo Porto de Vitória, segundo colocado no ranking nacional, com 23,6 mil toneladas. As exportações de cargas rolantes também atingiram o maior volume mensal do ano em setembro, com 6.397 veículos enviados ao exterior.
A China foi a principal origem dos veículos importados por Paranaguá em setembro, com 28 mil toneladas e 77% do total. Hong Kong ficou em segundo lugar, com 4,4 mil toneladas e 12%, seguido pelo México, com 3 mil toneladas e 8,3%.
No acumulado do ano, a China também liderou, com 95,5 mil toneladas e participação de 66,9%. Na sequência aparecem México, com 35,6 mil toneladas e 24,9%; Hong Kong, com 4,4 mil toneladas e 3,1%; e Alemanha, com 2,9 mil toneladas e 2,1%.
Desde agosto, Omoda, Jaecoo, GWM, Haval e Jetour passaram a utilizar o Porto de Paranaguá para importar veículos, contribuindo para o aumento das operações. Audi, Renault, Fiat, GM, Volkswagen e Geely já atuam há mais tempo no porto.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, relatou que, antes, duas ou três montadoras trabalhavam de forma dedicada no porto. Segundo ele, atualmente várias marcas, principalmente asiáticas, consideram o Paraná uma opção logística adequada.
O crescimento da movimentação acompanha os investimentos em infraestrutura realizados pela Portos do Paraná nos últimos sete anos. Garcia lembrou que, em 2020, a empresa realizou a licitação de um novo terminal de veículos mesmo sem haver demanda no porto, antecipando a preparação para a chegada dessas operações.
Na avaliação do diretor-presidente, a atratividade atual para o setor automotivo está ligada à estrutura criada nessa gestão para um terminal altamente especializado e à mão de obra extremamente qualificada. Ele afirmou ainda que a prioridade, acima da liderança, é oferecer ao mercado logística adequada e condições operacionais atraentes, para que o Paraná represente boa infraestrutura no país.
A operação conta com dois pátios administrados pela Ascensus, próximos ao cais e ao lado do terminal de contêineres. Juntas, as áreas somam 200 mil metros quadrados e têm capacidade de movimentação de até 40 mil veículos por mês.
O berço 219 é exclusivo para navios Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), destinados ao transporte de veículos. Já o berço 215 tem estrutura multipropósito e também pode receber esse tipo de carga. Em setembro, as operações de veículos ocorreram em cerca de 20 escalas de navios Ro-Ro e ConRo, embarcações híbridas que transportam veículos e contêineres.
Garcia relatou que o porto recebe três navios Ro-Ro quase simultaneamente, situação que considera incomum, e consegue acomodar todos mantendo a qualidade das operações. A Portos do Paraná movimenta, nas importações e exportações, automóveis, comerciais leves e veículos pesados, como caminhões, ônibus e tratores.
Cerca de 300 profissionais trabalham em diferentes turnos nas operações com grande volume de veículos. Paranaguá apresenta baixo índice de avarias nessa movimentação, resultado atribuído à atuação de equipes treinadas e capacitadas para essas atividades.
Segundo Rufino, a operação em Paranaguá consegue movimentar aproximadamente 270 veículos por hora, enquanto a média dos outros terminais gira em torno de 100 a 150 por hora. Para o diretor de Portos da Ascensus, a comparação demonstra a capacidade e a produtividade da operação.