Sejus-MT investiu R$ 50 mil em cobertura do picadeiro do Equoterapia na Medida
Cobertura de sombrite mede 18 por 22 metros e busca amenizar a incidência solar durante as atividades.
Resumo da matéria
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) investiu R$ 50 mil na instalação de cobertura de sombrite no picadeiro do Equoterapia na Medida. A estrutura mede 18 por 22 metros e busca amenizar a incidência solar durante as atividades. Desenvolvido desde 2023, o projeto atende 46 crianças e adolescentes com deficiência ou necessidades especiais, que participam gratuitamente das atividades terapêuticas, e reúne uma equipe de 15 profissionais.
Cobertura de sombrite no picadeiro do Equoterapia na Medida busca amenizar a incidência solar durante as atividades. Crédito: Governo MT
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) investiu R$ 50 mil na instalação de uma cobertura de sombrite no picadeiro do projeto Equoterapia na Medida. Desenvolvida desde 2023, a iniciativa atende 46 crianças e adolescentes com deficiência ou necessidades especiais, que participam gratuitamente das atividades terapêuticas.
A cobertura mede 18 por 22 metros, melhora as condições estruturais do espaço e busca amenizar a incidência solar durante as atividades. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, nos períodos matutino e vespertino, com acompanhamento especializado e participação de quatro cavalos.
Na quarta-feira (4.11), o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, e a secretária-adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas, Lenice Silva dos Santos Barbosa, realizaram uma visita técnica ao espaço. Também acompanharam a agenda o secretário-adjunto de Inteligência, Diogo Santana Souza, o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, e o corregedor-geral, Luiz Henrique Damasceno.
A equoterapia utiliza o cavalo como recurso terapêutico e educacional, em uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde e educação. A prática auxilia o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social dos participantes e contribui para a coordenação motora, o equilíbrio, a autoestima e a interação social.
O projeto reúne uma equipe de 15 profissionais, entre agentes socioeducativos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeuta, médica veterinária, zootecnista e servidores administrativos. Policiais penais e agentes socioeducativos participam do desenvolvimento da iniciativa.
Além de atender o público externo, o Equoterapia na Medida oferece a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas a oportunidade de participar do manejo e do cuidado dos animais. As atividades incluem alimentação dos cavalos, limpeza das baias, higienização dos equipamentos e organização do picadeiro.
A proposta busca estimular responsabilidade, autonomia, disciplina e trabalho em equipe. Essas experiências práticas podem contribuir para a formação pessoal e profissional dos adolescentes.
A iniciativa conta com a cooperação do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), formalizada por termo em fevereiro de 2024, e com o apoio da Cavalaria da Polícia Militar, do Senar, do Sindicato Rural e de colaboradores da iniciativa privada. A Sejus também mantém parceria com a CK Medicina Veterinária, responsável pelos serviços veterinários e hospitalares destinados aos equinos.
Lenice destacou o comprometimento da equipe, sua confiança no projeto e os resultados alcançados com mais de 40 crianças atendidas. Segundo a secretária-adjunta, a iniciativa depende das parcerias com a Cavalaria da Polícia Militar, o Senar, o Sindicato Rural e outros colaboradores. Ela relatou que a intenção é ampliar cada vez mais os atendimentos no próximo ano.
A secretária-adjunta também considerou importante aproveitar a experiência de servidores que atuaram diretamente nas unidades socioeducativas e hoje ajudam crianças vulneráveis por questões de saúde física e psicológica. Em sua avaliação, o projeto atende uma população vulnerável e de baixa renda, e o atendimento traz alegria ao Estado e às pessoas sem condições de pagar pela terapia, que ela considera ainda muito cara no Brasil.
Lenice observou ainda que as ações da Secretaria envolvem custódia e privação de liberdade e avaliou que o projeto evidencia a necessidade de políticas de direitos humanos, cuidado e atenção às pessoas nesses ambientes.
Para Valter Furtado Filho, a participação de policiais penais e agentes socioeducativos no projeto mostra uma dimensão humana e de inclusão social que vai além do cuidado com pessoas privadas de liberdade. O secretário considerou essa atuação importante para valorizar os profissionais da Secretaria de Justiça.