Rastreia-TO já tem 1.667 animais identificados com brincos em testes no Tocantins
Prova de conceito conduzida pela Adapec, em parceria com a Seagro, reúne, até o momento, 19 propriedades rurais e agroindústrias.
Resumo da matéria
A Adapec conduz, em parceria com a Seagro, a Prova de Conceito do Rastreia-TO para testar tecnologias e fluxos de informações da rastreabilidade animal. Até o momento, 1.667 animais foram identificados em 19 propriedades rurais e agroindústrias participantes. Nos testes de campo realizados na quarta-feira, 28, na Fazenda Lago das Araras, em Cristalândia, 115 animais receberam brincos visuais e eletrônicos com tecnologia RFID.
A Prova de Conceito do Rastreia-TO testa tecnologias e fluxos de informações para a rastreabilidade animal. Crédito: Majuh Sousa/Governo do TO
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) realizou, nessa quarta-feira, 28, testes de campo da Prova de Conceito (PoC) do Rastreia-TO na Fazenda Lago das Araras, em Cristalândia. Na propriedade, 115 animais receberam dois identificadores: um brinco visual e outro eletrônico, com tecnologia RFID. A iniciativa é conduzida pela agência em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro).
Iniciada em setembro de 2026, a PoC tem finalização prevista até a última semana de novembro deste ano. Até o momento, participam 19 propriedades rurais e agroindústrias no Tocantins, com 1.667 animais já identificados com brincos nesses estabelecimentos. As propriedades participantes estão divididas em grupos de grandes, médias e pequenas.
O objetivo é testar tecnologias e fluxos de informações da rastreabilidade, desde a identificação dos animais até as etapas que envolvem propriedades rurais, revendas agropecuárias, leilão e frigorífico. Também participam dos testes duas revendas agropecuárias, um leilão, três frigoríficos e dois fabricantes de identificadores.
A rastreabilidade individual reúne a identificação física do animal, o registro digital de seus dados e o acompanhamento das informações ao longo de sua vida. Os identificadores são aplicados na orelha do bovino, e os dados correspondentes são registrados no sistema para acompanhar sua trajetória, conforme os procedimentos estabelecidos.
Segundo o presidente da Adapec, Lenito Coelho Abreu, a PoC permite avaliar o funcionamento prático do sistema e identificar os ajustes necessários nos procedimentos. A iniciativa também prevê a capacitação de técnicos, produtores e representantes dos demais segmentos envolvidos. Além da Adapec e da Seagro, integram o trabalho a The Nature Conservancy (TNC), a Granter, a Allflex, a MSD Animal e a Datamars.
A Adapec atua na implantação da identificação individual de bovinos e bubalinos no estado, em alinhamento às diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Pnib) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com cronograma previsto até 2032. Com aproximadamente 12 milhões de bovinos, o Tocantins busca se preparar para atender a mercados que exigem rastreabilidade individual, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a competitividade da pecuária estadual.
Na avaliação de Abreu, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa em 2022 aumentou a importância de fortalecer a vigilância para manter o status sanitário do Tocantins. O presidente da Adapec explicou que a rastreabilidade contribui para essa vigilância ao permitir acompanhar a identificação e a movimentação dos animais, melhorar o controle da produção nas propriedades rurais e ampliar a confiança dos mercados compradores.