Seminário ANE 2026 teve abertura em Florianópolis nesta quinta-feira, 5
Promovido pela Academia Nacional de Engenharia, encontro busca aperfeiçoar a qualificação dos estudantes e reduzir a evasão nos cursos de engenharia.
Resumo da matéria
Promovido pela Academia Nacional de Engenharia (ANE), o Seminário ANE 2026 teve abertura nesta quinta-feira, 5, na sede da Fiesc, em Florianópolis. O encontro discute transformações tecnológicas e formação profissional, com novos painéis e debates nesta sexta-feira, 6. Ao final, a ANE deverá apresentar um documento com propostas de ações concretas para dinamizar a formação de engenheiros e engenheiras de excelência no país.
Seminário ANE 2026 busca estimular o ingresso nas engenharias, reduzir a evasão e ampliar a participação feminina. Crédito: Divulgação / Sicos
O Seminário ANE 2026 – O Futuro da Engenharia no Brasil teve sua abertura nesta quinta-feira, 5, no auditório Milton Fett, na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. O encontro reúne especialistas, pesquisadores, representantes de universidades, lideranças empresariais e autoridades públicas para discutir os caminhos da engenharia brasileira diante das transformações tecnológicas e das novas demandas da economia.
Promovido pela Academia Nacional de Engenharia (ANE), o seminário prossegue nesta sexta-feira, 6, com novos painéis e debates. O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, representou o governador Jorginho Mello na abertura.
Entre os principais temas estão a aplicação da inteligência artificial e da robótica na indústria, a exploração de terras raras e a soberania tecnológica, os desafios da matriz elétrica brasileira, o desenvolvimento de biofertilizantes e a agroindústria, além da formação dos profissionais de engenharia para a próxima década.
A qualificação da mão de obra é um dos principais pontos de atenção do encontro. O seminário busca estimular o ingresso de novos alunos nas engenharias, reduzir a evasão, ampliar a participação das mulheres na área e aperfeiçoar a qualificação dos estudantes, sobretudo diante da nova realidade da inteligência artificial.
A agenda dialoga com os desafios do desenvolvimento econômico de Santa Catarina, que tem na força da indústria, na capacidade de inovação e na qualificação profissional alguns de seus principais diferenciais competitivos. A estimativa de demanda do setor de tecnologia catarinense é de 100 mil novas vagas até 2027. Segundo dados apresentados pela organização do seminário, o estado forma aproximadamente 9 mil profissionais por ano em áreas como ciências, tecnologia, engenharias e matemática.
Na avaliação de Tiscoski, a discussão sobre o futuro da engenharia está ligada ao futuro do desenvolvimento econômico do Brasil. O secretário também avaliou que Santa Catarina possui um ambiente econômico diversificado e uma indústria forte e defendeu a necessidade de aproximar conhecimento, inovação e formação profissional das necessidades do setor produtivo.
Tiscoski afirmou que o Governo do Estado está comprometido em criar condições para converter a capacidade econômica e industrial de Santa Catarina em mais competitividade, oportunidades e geração de empregos.
Ao final do encontro, a ANE deverá apresentar um documento de posicionamento com propostas de ações concretas para dinamizar a formação de engenheiros e engenheiras de excelência no país.