Economia

Balneário Camboriú prevê mais de R$ 700 milhões em investimentos

Recursos previstos são destinados à infraestrutura, à requalificação dos espaços públicos e à segurança ambiental.

Equipe Corrivus
Publicado em 05/11/2026, às 21h00

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Resumo da matéria

Balneário Camboriú prevê mais de R$ 700 milhões para infraestrutura, requalificação dos espaços públicos e segurança ambiental. A reurbanização da Avenida Brasil tem investimento estimado em mais de R$ 300 milhões e prevê cerca de 4,5 quilômetros requalificados. Antes das obras, mais de 40 empresas reunidas no Instituto +BC investirão cerca de R$ 10 milhões em estudos e projetos técnicos, que serão entregues ao município para licitação.

Balneário Camboriú prevê mais de R$ 700 milhões em investimentos

Avenida Brasil terá cerca de 4,5 quilômetros requalificados, com investimento estimado em mais de R$ 300 milhões. Crédito: Matheus Petter

Balneário Camboriú prevê mais de R$ 700 milhões em investimentos em infraestrutura, requalificação dos espaços públicos e segurança ambiental. O ciclo de obras busca acompanhar o crescimento urbano e turístico do município do litoral norte de Santa Catarina e preparar a cidade para as próximas décadas, com prioridade para infraestrutura, mobilidade, saneamento e qualidade urbana.

Entre os projetos está a reurbanização da Avenida Brasil, principal eixo comercial da cidade. Com investimento estimado em mais de R$ 300 milhões, a intervenção prevê a requalificação de cerca de 4,5 quilômetros, com rede subterrânea de energia e telecomunicações, novas calçadas, acessibilidade, drenagem, paisagismo e mobiliário urbano. Também estão previstas melhorias na circulação de pedestres, ciclistas e veículos.

Antes da execução das obras da avenida, mais de 40 empresas reunidas no Instituto +BC investirão cerca de R$ 10 milhões em estudos e projetos técnicos. O material será entregue ao município para licitação.

A reurbanização da orla da Praia Central, por sua vez, tem investimentos estimados em cerca de R$ 300 milhões. A proposta busca modernizar um dos principais cartões-postais de Balneário Camboriú.

Na área ambiental, as prefeituras de Balneário Camboriú e Camboriú lançaram licitação para a implantação do Parque Inundável Multiuso da Bacia do Rio Camboriú, com orçamento estimado em R$ 95,2 milhões. O parque foi planejado para reduzir os impactos das enchentes e ampliar a disponibilidade de água para abastecimento dos dois municípios, especialmente em períodos de estiagem.

Projetos de saneamento e o Programa Praia Limpa também avançam com ações voltadas à melhoria da balneabilidade. Durante a temporada de verão, Balneário Camboriú chega a cerca de 2 milhões de visitantes. Segundo o IBGE, o município tem 139.155 habitantes em uma área de 45,2 km².

O planejamento de longo prazo inclui a contratação, pelo município, do arquiteto e urbanista Jaime Lerner para desenvolver um masterplan com horizonte de 30 anos. O plano prevê diretrizes para mobilidade, ocupação urbana, espaços públicos e integração entre crescimento econômico e qualidade de vida.

Para Cláudio Fischer, CEO do Fischer Group e integrante da diretoria do Instituto +BC, o próximo desafio de Balneário Camboriú é preparar a infraestrutura para acompanhar o desenvolvimento, preservando a valorização da relação entre mar, natureza e qualidade de vida. Ele relatou ter acompanhado diferentes momentos de transformação do município e considera que a cidade demonstrou capacidade de planejar o futuro.

Conhecida pela verticalização e pelo mercado imobiliário de alto padrão, Balneário Camboriú também reúne propostas de integração entre arquitetura e natureza. Uma delas é o Auris Residenze, desenvolvido pelo Fischer Group em parceria com o escritório italiano Archea Associati e conhecido como o primeiro projeto de edifício-árvore do Brasil.

Concebido como edifício do futuro para uma cidade em transformação, o Auris Residenze propõe jardins suspensos, estrutura aparente e soluções ambientais, com conceito inspirado na biofilia.

Thomas Fischer, representante da nova geração do grupo, avalia que o futuro das cidades dependerá da capacidade de unir desenvolvimento, inovação e bem-estar. Na opinião dele, a próxima geração de arquitetura deve responder aos novos desafios urbanos com espaços conectados às pessoas e ao ambiente, e não apenas com edifícios maiores.

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