Sistema Antigranizo tem convênios autorizados para 27 municípios em SC
Com valor total autorizado de R$ 17,6 milhões, os convênios autorizam 228 geradores, em funcionamento ou em fase de implantação.
Resumo da matéria
O Sistema Antigranizo está em ampliação em Santa Catarina, com operação em 17 municípios. Os convênios autorizados abrangem 27 municípios, somam R$ 17,6 milhões e autorizam 228 geradores, em funcionamento ou em fase de implantação. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) coordena a iniciativa por meio de convênios com prefeituras para instalação e manutenção. A tecnologia ajuda a minimizar danos ao reduzir o tamanho das pedras de granizo.
O Sistema Antigranizo ajuda a reduzir o tamanho das pedras de granizo e está em ampliação em Santa Catarina. Crédito: AGF
O Sistema Antigranizo está em ampliação em Santa Catarina, com R$ 17,6 milhões autorizados por convênios que abrangem 27 municípios. Os acordos autorizam 228 geradores, em funcionamento ou em fase de implantação. O número de municípios contemplados passou de 13 em 2025 para 27 em 2026, aumento de 14 municípios, equivalente a 107,7%.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) coordena a iniciativa por meio de convênios com as prefeituras para instalação e manutenção do sistema. Atualmente, a tecnologia está em operação em 17 municípios por meio desses acordos entre o Governo do Estado e as administrações municipais. Outros 10 municípios manifestaram interesse na adesão.
Os municípios com o sistema em operação são Caçador, Calmon, Fraiburgo, Lebon Régis, Macieira, Matos Costa, Pinheiro Preto, Rio das Antas, Tangará, Timbó Grande, Videira, Arroio Trinta, Ibiam, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia e Iomerê.
Já a implantação ocorre em São Joaquim, Ituporanga, Petrolândia, Vidal Ramos, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Joaçaba, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco e Urubici.
Os geradores de solo queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens com condições favoráveis à formação de granizo. Cada equipamento possui área de cobertura com raio de aproximadamente 5 quilômetros, e o sistema está integrado às informações dos radares meteorológicos.
O meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema, explica que a tecnologia atua na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Segundo ele, em vez de pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que podem se dissolver durante a queda ou atingir o solo com tamanho reduzido. Dessa forma, o sistema ajuda a minimizar os danos.
Em Santa Catarina, a tecnologia começou a ser utilizada para proteger a cultura da maçã, a partir da mobilização da própria cadeia produtiva. A expansão ocorreu inicialmente para áreas de produção de tomate em Caçador e, depois, para outros municípios e atividades agrícolas. A ampliação do uso e a experiência acumulada pelos produtores levaram o sistema a outras regiões e culturas.
A presença da tecnologia abrange as regiões de Ituporanga, Videira/Fraiburgo e São Joaquim, áreas com maior ocorrência de granizo e grande produção de frutas, vitivinicultura e cebola. Os eventos climáticos e a necessidade de reduzir os impactos sobre a produção agropecuária ampliam a busca por prevenção no estado.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, atribui o aumento da procura pelos equipamentos aos resultados apresentados nas regiões onde a tecnologia já está implantada. Na avaliação dele, a ampliação da cobertura poderá levar prevenção a mais áreas produtoras, ajudando a reduzir os danos das tempestades à produção agrícola e aos municípios catarinenses.
Ricardo Camilo, gerente comercial de uma empresa de frutas e boxista da Ceasa-SC, considera que o Sistema Antigranizo reduz os impactos das intempéries sobre a produção de frutas. Segundo ele, os produtores que contam com a tecnologia no pomar reconhecem sua importância para uma boa colheita. Camilo avalia o custo-benefício como um ganho para Santa Catarina.
Ele também explica que o sistema ajuda a proteger as frutas contra danos e perda de qualidade, permitindo que produtos melhores cheguem aos boxistas e ao consumidor. Na avaliação de Camilo, essa proteção contribui para uma melhor remuneração do produtor ao revendedor.