Imóveis residenciais novos mantêm área média estável em 63,3 m² no 1º semestre
Estudo analisa dados do primeiro semestre de 2026 e mostra estabilidade após redução acumulada de aproximadamente 28% entre 2016 e 2025.
Resumo da matéria
O Senior Index, estudo da Senior Sistemas, aponta estabilidade no tamanho médio dos imóveis residenciais novos comercializados no Brasil no primeiro semestre de 2026, com área média de 63,3 m², após queda acumulada de aproximadamente 28% entre 2016 e 2025. As vendas aumentaram 4,8%, com 36.349 unidades comercializadas e VGV de R$ 21,8 bilhões, variação de 0,3% sobre o mesmo período de 2025. O preço médio nacional do m² avançou 1,6%, para R$ 9.474. No Paraná, o preço médio do m² subiu 20,4%; o VGV de Curitiba cresceu 24,6%, totalizando R$ 1,1 bilhão. Em São Paulo, o VGV registrou alta de 5,3%, somando R$ 11,7 bilhões, e as unidades vendidas cresceram 7,4%. Em Goiás, o VGV apresentou alta de 11,5%, para R$ 2,2 bilhões; Goiânia movimentou R$ 1,8 bilhão, com aumento de 8,3% no VGV e de 21,5% nas vendas.
Área média dos imóveis residenciais novos vendidos no Brasil chegou a 63,3 m² no primeiro semestre de 2026, segundo o Senior Index. Crédito: Divulgação
O Senior Index, estudo de inteligência de mercado da Senior Sistemas, apontou estabilidade no tamanho médio dos imóveis residenciais novos comercializados no Brasil. No primeiro semestre de 2026, a área média das unidades vendidas chegou a 63,3 m², após uma queda acumulada de aproximadamente 28% na metragem média entre 2016 e 2025.
O levantamento analisou operações reais de comercialização de mais de 200 incorporadoras e construtoras no período. Foram registradas 36.349 unidades comercializadas, um aumento de 4,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Valor Geral de Vendas (VGV) analisado somou R$ 21,8 bilhões, com variação de 0,3% em relação ao primeiro semestre de 2025.
O preço médio nacional do metro quadrado dos imóveis vendidos avançou 1,6%, alcançando R$ 9.474. No Paraná, o preço médio do m² subiu 20,4%. Em Curitiba, o VGV cresceu 24,6%, totalizando R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2026.
Em São Paulo, o VGV registrou alta de 5,3%, chegando a R$ 11,7 bilhões, enquanto as unidades vendidas cresceram 7,4%. Em Goiás, o VGV apresentou alta de 11,5%, somando R$ 2,2 bilhões. Goiânia movimentou R$ 1,8 bilhão, com aumento de 8,3% no VGV e de 21,5% nas vendas.
Rafael Bahr, head de Construção na Senior Sistemas, afirmou que o Senior Index mostra que a estratégia de redução de metragem chegou a um ponto de estabilização. Ele avaliou que, por muitos anos, reduzir a metragem foi uma das alternativas encontradas pelas incorporadoras para equilibrar preço e demanda. Na opinião de Bahr, existe um limite de funcionalidade e de percepção de valor para o consumidor.
Segundo o executivo, o preço do metro quadrado não é a única variável na definição do produto ideal. Ele considera que entender onde está o equilíbrio entre preço, funcionalidade e percepção de valor passa a ser cada vez mais importante para as incorporadoras.