Emater-RO orienta indígenas, quilombolas e pescadores sobre crédito rural
Entidade orienta famílias sobre documentação e planejamento dos investimentos; análise e contratação do financiamento cabem às instituições financeiras.
Resumo da matéria
A Emater-RO amplia o acesso de indígenas, quilombolas e pescadores artesanais ao crédito rural em Rondônia por meio de informações e orientação. A entidade auxilia na organização da documentação e na busca por instituições financeiras, responsáveis pela análise e contratação dos financiamentos. O acompanhamento técnico também ajuda as famílias a planejar investimentos e organizar a produção, considerando as características e necessidades de cada comunidade.
Emater-RO orienta comunidades indígenas, quilombolas e pescadores artesanais sobre acesso ao crédito rural. Crédito: Governo RO
A Emater-RO amplia o acesso ao crédito rural entre indígenas, quilombolas e pescadores artesanais em Rondônia, com informações e orientação para superar barreiras ao financiamento. Segundo dados da entidade, os projetos elaborados até o momento totalizam R$ 3.706.970,00, dos quais R$ 2.373.610,00 já foram contratados e R$ 1.333.360,00 estão em fase de formalização.
Por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), o governo de Rondônia aproxima políticas públicas de famílias que vivem em localidades distantes dos centros urbanos e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para acessar instituições financeiras. A entidade auxilia os interessados a compreender as exigências, organizar a documentação necessária e buscar as instituições financeiras, responsáveis pela análise e contratação dos financiamentos.
Entre as opções está a linha Pronaf B, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que apoia atividades produtivas de agricultores familiares que atendam aos critérios do programa. O financiamento oferece juros de 0,5% ao ano e prazo de até 24 meses para pagamento. Há ainda bônus de adimplência de 40% para os beneficiários que cumprirem os critérios de pagamento estabelecidos.
Os limites de financiamento apresentados são de até R$ 15 mil para mulheres, R$ 12 mil para homens e R$ 8 mil para jovens rurais, observadas as regras de enquadramento e as condições vigentes da instituição financeira responsável pela operação. Os recursos podem financiar a implantação, ampliação, modernização, recuperação ou diversificação de empreendimentos geradores de renda, incluindo atividades agropecuárias e outros sistemas produtivos.
As exigências documentais variam conforme o público beneficiário e as normas aplicáveis a cada operação. Indígenas e pescadores artesanais podem ter dispensas específicas da apresentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de documentos de comprovação do imóvel, conforme o enquadramento e as exigências vigentes. Para comunidades quilombolas, a documentação territorial e ambiental deve ser verificada de acordo com as regras aplicáveis à operação.
Em Guajará-Mirim, município que abriga extensos territórios indígenas, com aldeias terrestres e fluviais, o atendimento da Emater-RO contempla as etnias Oro Não, Waram, Oro Mon, Macurap, Canoé, Ororamxijein e Oro Waram Xijein. As ações também alcançam comunidades de Porto Velho, Nova Mamoré, Cacoal, Espigão d’Oeste, Ji-Paraná, Alta Floresta d’Oeste, Costa Marques, Mirante da Serra e outras localidades rurais do estado.
O microcrédito rural integra o financiamento aos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) oferecidos pela Emater-RO. Conforme as etapas e os serviços disponibilizados, os extensionistas orientam as famílias na identificação das necessidades produtivas, no acesso a informações sobre crédito, no planejamento dos investimentos e na aplicação dos recursos.
O acompanhamento também auxilia na organização da produção, na identificação de oportunidades de comercialização e na melhoria da gestão dos empreendimentos familiares. A orientação técnica contribui para adequar os investimentos às condições de cada comunidade, considerando aspectos produtivos, econômicos, ambientais e culturais, e para ampliar as possibilidades de resultados produtivos e fortalecer a sustentabilidade econômica das atividades.
O diretor-presidente da Emater-RO, Alessandro Pedralli da Silva, destacou a importância desse acompanhamento para o aproveitamento dos recursos. Ele explicou que a entidade orienta tecnicamente as famílias para que compreendam as possibilidades de investimento e apliquem os recursos de forma planejada.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o acesso ao crédito rural é importante para a inclusão e o desenvolvimento nos municípios do estado. Na avaliação dele, o microcrédito permite aos povos tradicionais fortalecer atividades produtivas, gerar renda e melhorar as condições de vida, respeitando suas características culturais e formas de organização.
O acesso ao financiamento também favorece o protagonismo de mulheres e jovens rurais, a participação nas decisões econômicas familiares, a autonomia financeira e a continuidade das atividades produtivas no campo. Ao aproximar políticas públicas das comunidades tradicionais, a iniciativa oferece oportunidades de investimento e inclusão produtiva, considerando as características e necessidades de cada comunidade. O microcrédito rural contribui ainda para movimentar o comércio local, ampliar a circulação de renda e fortalecer a economia dos municípios rondonienses.