Câncer de próstata pode evoluir sem sintomas, alerta urologista de Natal
Homens a partir dos 50 anos devem conversar com profissional de saúde sobre a detecção precoce do câncer de próstata.
Resumo da matéria
A urologista Karla Avelino, de Natal, usa uma narrativa fictícia para alertar sobre câncer de próstata no Novembro Azul. Homens a partir dos 50 anos devem conversar com profissional de saúde sobre detecção precoce. Para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, a avaliação pode ser indicada a partir dos 45 anos, conforme cada caso. A doença pode evoluir sem sintomas, e o diagnóstico inicial amplia possibilidades de tratamento e cura.
Karla Avelino utiliza a história fictícia de Pedro Alves para alertar sobre câncer de próstata no Novembro Azul. Crédito: Divulgação
O câncer de próstata pode permanecer sem sintomas por muito tempo e evoluir silenciosamente. No contexto do Novembro Azul, a urologista de Natal Karla Avelino utiliza a história fictícia de Pedro Alves para alertar sobre a doença, que registra mais de 70 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A orientação é que homens a partir dos 50 anos conversem com um profissional de saúde sobre a detecção precoce do câncer de próstata. Para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, a avaliação pode ser indicada mais cedo, a partir dos 45 anos, conforme cada caso. Exames de PSA e toque retal podem integrar a investigação mediante avaliação individualizada.
Segundo Karla, a ausência de sintomas não significa necessariamente que a saúde esteja bem. A urologista explica que o diagnóstico do câncer de próstata em fases iniciais amplia as possibilidades de tratamento e cura. Para ela, o Novembro Azul também é uma oportunidade de combater o preconceito e incentivar os homens a cuidar da própria saúde antes do aparecimento de sintomas.
A narrativa usada pela médica retrata situações que se repetem na vida real, mas não corresponde à história de um paciente real. Nela, Pedro é um empresário de 52 anos que trabalha de cedo até tarde e joga futebol nos fins de semana com os dois filhos. Sem dor ou outras queixas, ele considera que o atendimento médico só é necessário para quem está doente e adia a consulta. O personagem afirma nunca ter adoecido e usa essa percepção para resistir à procura de atendimento.
Na história, Ana, esposa de Pedro, insiste para que ele procure atendimento e marca uma consulta com um urologista. Ele comparece contrariado, para encerrar a insistência. Após realizar o toque retal e o PSA, espera resultados normais, mas recebe o diagnóstico de um câncer de próstata que já não estava no começo. Enquanto adiava a consulta, a doença avançava silenciosamente.
Ainda na narrativa fictícia, Pedro está em tratamento, acompanhado de Ana e dos filhos, e se pergunta o que teria ocorrido se tivesse procurado atendimento antes. A mensagem é que os homens não devem esperar o surgimento de sintomas nem que outra pessoa marque a consulta. Quem está ao lado deve incentivar a procura de atendimento, um cuidado que pode fazer diferença.