Teste do Pezinho: por que o exame nos primeiros dias de vida é decisivo
Exame do Programa Nacional de Triagem Neonatal detecta doenças genéticas, metabólicas e endocrinológicas antes que o bebê apresente qualquer sinal clínico
Resumo da matéria
Celebrado em 6 de junho por força da Lei nº 11.605/2007, o Dia Nacional do Teste do Pezinho alerta para a importância do exame neonatal feito entre o 3º e o 5º dia de vida. O rastreio detecta condições como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, anemia falciforme e outras doenças antes dos sintomas, permitindo tratamento precoce e redução de sequelas. A pediatra Dra. Carmem Tavares, da PAD Saúde, alerta que atrasos na coleta podem comprometer o diagnóstico.
Pediatra alerta para a importância de realizar o Teste do Pezinho entre o 3º e o 5º dia de vida para diagnóstico precoce de doenças neonatais. Dra. Carmem Tavares Pediatra da PAD Saúde Crédito: Divulgação
Poucas gotas de sangue retiradas do calcanhar nos primeiros dias de vida são capazes de mudar o futuro de uma criança. O Teste do Pezinho rastreia doenças genéticas, metabólicas, infecciosas e endocrinológicas antes de qualquer sintoma — e quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento eficaz e menores os riscos de sequelas permanentes. O 6 de junho é o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data instituída pela Lei nº 11.605/2007 para reforçar a importância do exame integrante do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).
O período ideal para a coleta é entre o 3º e o 5º dia de vida. Atrasar é um dos erros mais comuns, segundo a pediatra da PAD Saúde, Dra. Carmem Tavares. 'Muitas doenças investigadas pelo Teste do Pezinho não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida. O bebê pode parecer saudável, mas já conviver com alterações que, sem diagnóstico precoce, podem comprometer o desenvolvimento neurológico, motor e cognitivo', explica.
Com a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, o exame passou a cobrir um leque maior de condições: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase estão entre as doenças rastreadas, além de outras condições raras. Dados do Ministério da Saúde indicam que milhões de recém-nascidos realizam o exame anualmente no Brasil.
A urgência do diagnóstico tem razão clínica. 'A rapidez faz diferença. Em muitos casos, iniciar o tratamento logo nas primeiras semanas de vida evita sequelas irreversíveis e melhora significativamente a qualidade de vida da criança. O Teste do Pezinho é um investimento no futuro', reforça Dra. Carmem.
A pediatra lembra ainda que o exame não substitui o acompanhamento pediátrico regular nos primeiros meses. 'Os primeiros dias e meses são decisivos. Quanto mais cedo identificamos alterações, maiores são as chances de intervenção e melhores são os resultados', afirma. O recado final da especialista é direto: 'Cuidar começa cedo. O diagnóstico precoce pode mudar toda a trajetória de uma criança.'