Recife Bom de Bola reúne 15 mil atletas em 597 equipes
Maior campeonato de várzea do mundo tem jogos até dezembro, em 10 categorias
Resumo da matéria
A 13ª edição do Recife Bom de Bola, considerado o maior campeonato de futebol de várzea do mundo, foi aberta neste sábado (25), no Campo dos Caducos, na Mustardinha, com a presença do prefeito Victor Marques. Este ano, o torneio reúne 597 equipes e mais de 15 mil atletas, distribuídos em 30 campos e 10 categorias, com participantes entre 7 e 75 anos. Os jogos seguem até dezembro, e a competição distribuirá mais de R$ 35 mil em premiações.
Abertura da 13ª edição do Recife Bom de Bola no Campo dos Caducos, na Mustardinha Crédito: Vanessa Alcântara/Prefeitura do Recife
O maior campeonato de futebol de várzea do mundo abriu sua 13ª edição neste sábado (25), no Campo dos Caducos, na Mustardinha, reunindo 597 equipes e mais de 15 mil atletas inscritos. A abertura do Recife Bom de Bola aconteceu no espaço requalificado pelo programa Gramadão, iniciativa que vem revitalizando equipamentos esportivos na cidade, e contou com a presença do prefeito Victor Marques.
Os jogos seguem até dezembro, distribuídos em 30 campos e 10 categorias: sub-9, sub-11, sub-13, sub-15, sub-17, sub-20, aberto masculino, aberto feminino, veterano e sessentão, com participantes entre 7 e 75 anos. Uma das novidades da edição é a equiparação da premiação entre as categorias adulta aberta masculina e feminina, reforçando o compromisso do programa com a equidade de gênero no esporte. Os times campeões recebem R$ 6 mil, e os vice-campeões, R$ 2,5 mil, somando mais de R$ 35 mil em premiações entre todas as categorias.
Para o prefeito Victor Marques, o fortalecimento do futebol de várzea vai além do esporte. “Muita gente não sabe a importância, mas na prática os campos de várzea espalhados pela nossa cidade são um dos principais pontos em que as comunidades se encontram e criam-se vínculos, além de fazer parte do processo de formação das crianças”, afirmou.
Entre as presenças na partida de abertura estava a goleira Janielly Barros, conhecida como Pãozinho, de 22 anos, do Lions F.C., natural de Trindade e que chegou ao Recife em 2020, aos 16 anos, para jogar pelo Sport Club do Recife. Ela destacou o acesso a estruturas de qualidade proporcionado pelo torneio: “Como uma garota do interior que jogava no campo de terra, hoje em dia a gente tem acesso a campos de qualidade, tem o apoio da Prefeitura, mas antes era um sonho ter essa oportunidade do Recife Bom de Bola. Para nós jogadoras é uma visibilidade imensa para quem quer ser profissional, mas também estamos aqui para nos divertir”, disse.
A competição conta com uma estrutura de 150 árbitros e 180 delegados, responsáveis pelo acompanhamento das partidas e pelo suporte durante toda a disputa. Desde sua criação, o Recife Bom de Bola se consolidou como referência no futebol amador do país, incentivando a integração entre comunidades e a ocupação de espaços públicos.
O secretário de Esportes do Recife, Eduardo Mota, destacou o papel do torneio na política esportiva da cidade: “O Recife Bom de Bola é o maior campeonato de várzea do Brasil. A nossa missão é fomentar o esporte. Por isso, fizemos ações na área de infraestrutura dos equipamentos esportivos e hoje é um dia de alegria para todos nós”, expressou.
O Recife Bom de Bola é uma política pública permanente na capital pernambucana e tem papel importante na formação de atletas como Luciano Juba, atualmente no Bahia, e o jovem Zé Lucas, do Sport — ambos disputaram edições do torneio e hoje se destacam no futebol profissional, com convocações para a Seleção Brasileira. O programa também contempla disputas em futsal, basquete 3x3, vôlei e queimado.
Já o Gramadão, iniciativa da Prefeitura do Recife operacionalizada pela Secretaria de Esportes, promove a requalificação de campos de várzea na cidade. Desde 2023, quando foi entregue o primeiro espaço, já são 23 campos revitalizados.