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Christal Galeria recebe exposição indígena KAMYTÁ no Recife

Mostra nasceu de residência artística na APA Costa dos Corais e traz curadoria de Denilson Baniwa

Equipe Corrivus
Publicado em 11/08/2026, às 13h11

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Resumo da matéria

A Christal Galeria, no Pina, Recife, recebe a partir de quinta-feira (13), às 18h, a exposição 'KAMYTÁ', com obras inéditas de Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó e curadoria de Denilson Baniwa. A mostra nasceu de uma residência artística na APA Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco, e reúne pinturas rituais e fotoperformances que atravessam espiritualidade indígena, memória ancestral e emergência climática. A abertura é aberta ao público, com visita mediada por Ziel Karapotó às 19h.

Christal Galeria recebe exposição indígena KAMYTÁ no Recife

Mãe D'Água - Olinda Tupinambá Crédito: Divulgação

Entidades como Kaapora, Peixe Pajé e Mãe D'Água — forças ligadas à proteção e à relação espiritual com a natureza — ganham corpo nas obras que a Christal Galeria, no Pina, recebe a partir da próxima quinta-feira (13), às 18h. É a exposição 'KAMYTÁ', com trabalhos inéditos de Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó e texto curatorial de Denilson Baniwa. A abertura é aberta ao público, com visita mediada por Ziel Karapotó às 19h, e reúne pinturas rituais, fotoperformances e outras formas de transformar memória, presença e pertencimento em linguagem.

A mostra nasceu de uma residência artística na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, território entre Alagoas e Pernambuco onde floresta, mar e comunidades tradicionais convivem em constante tensão e equilíbrio. Dessa imersão nasceram trabalhos que atravessam espiritualidade indígena, memória ancestral e emergência climática, dialogando com cosmologias que enxergam natureza e território como organismos vivos — e propondo, a partir das entidades evocadas, uma reflexão sobre outras formas de existência e de relação entre seres humanos, território e meio ambiente.

Multiartista, produtora cultural, performer e realizadora audiovisual, Olinda Tupinambá usa o próprio corpo como ferramenta política para tratar de questões ambientais e da relação entre humanidade e natureza. Em 2024, levou a obra 'Equilíbrio' à 60ª Bienal de Veneza e foi indicada ao Prêmio PIPA; no ano seguinte, recebeu o prêmio da The Gallery, em Londres, com 'Marulho', trabalho selecionado para representar o Brasil na COP 30.

Já Ziel Karapotó, dos povos Karapotó Terra Nova e Karaxuwanassu e formado em Artes Visuais pela UFPE, transita entre pintura, performance, instalação e audiovisual, sempre investigando território, espiritualidade, memória e identidades indígenas. Também esteve na Bienal de Veneza de 2024, com 'Cardume II', e foi indicado ao Prêmio PIPA. Em 2025, realizou sua primeira exposição individual internacional, 'SERIGY', em Nantes, na França, e neste ano se tornou o primeiro artista indígena a expor individualmente no Instituto Ricardo Brennand.

Para a galerista da Christal, Christiana Asfora, mais do que uma mostra, 'KAMYTÁ' propõe 'um encontro com diferentes formas de perceber e habitar o mundo', a partir da escuta do território e das relações entre terra, água, memória e ancestralidade.

Serviço

Data: 13 de agosto de 2026 (quinta-feira)

Horário: 18h (abertura); visita guiada com Ziel Karapotó às 19h

Local: Christal Galeria

Endereço: Rua Estudante Jeremias Bastos, 266, Pina, Recife

Entrada: Franca

Projeto/programação: Exposição 'KAMYTÁ', com obras de Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó e curadoria de Denilson Baniwa

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