Festival ContraFluxo tem inscrições até 9 de novembro e encerramento em Curitiba
Mostra competitiva on-line reunirá 20 produções brasileiras de 23 a 30 de novembro; premiação será em 2 de dezembro.
Resumo da matéria
Realizado pela Trópico Audiovisual, o Festival ContraFluxo terá sua primeira edição com mostra competitiva on-line de 23 a 30 de novembro, reunindo 20 produções brasileiras selecionadas. O público poderá votar no Prêmio do Público durante a mostra. A premiação e o encerramento ocorrerão em 2 de dezembro, com atividade presencial em Curitiba (PR) e entrega de cinco Troféus ContraFluxo.
A primeira edição do Festival ContraFluxo terá mostra competitiva on-line com 20 produções brasileiras selecionadas. Crédito: Natasha Durski
A primeira edição do Festival ContraFluxo está com inscrições gratuitas abertas até 9 de novembro para obras audiovisuais de até cinco minutos. A chamada é voltada a pessoas físicas maiores de 18 anos e pessoas jurídicas responsáveis por obras brasileiras, de todo o país. O regulamento e o formulário estão disponíveis em www.contrafluxofestival.com.br.
Serão selecionadas 20 produções brasileiras para uma mostra competitiva on-line, de 23 a 30 de novembro. Dedicado à criação, produção e circulação de imagens sobre direitos humanos, questões climáticas, cultura e cidadania, o festival também terá atividades formativas e encontros com profissionais do audiovisual. A programação ficará disponível no site do ContraFluxo.
As obras devem ter sido concluídas desde 1º de janeiro de 2024. Os trabalhos podem ser individuais ou realizados por equipes, mas cada diretor ou diretora poderá inscrever apenas uma obra. Não há exigência de ineditismo: filmes já exibidos em festivais, mostras, plataformas digitais ou redes sociais serão aceitos. Coproduções internacionais poderão concorrer desde que tenham participação brasileira.
A chamada contempla documentários, ficções, animações, videoartes, vídeos experimentais, ensaios audiovisuais, campanhas, conteúdos institucionais de organizações sociais, publicidade social, branded content, produções de midiativismo, reportagens especiais, obras híbridas e outros formatos. Todos os trabalhos concorrerão na mesma mostra, sem divisão por gênero, linguagem ou modalidade de produção.
O uso de inteligência artificial na criação, edição ou finalização é permitido. Quando houver participação relevante da tecnologia na composição da obra, isso deverá ser informado. A seleção não exigirá comprovação de resultados anteriores de impacto social.
Entre os temas procurados pela curadoria estão direitos humanos, justiça e emergência climáticas, racismo ambiental, territórios, povos indígenas e comunidades tradicionais, migração, diversidade, desigualdades sociais, cultura brasileira, cidadania, expressões culturais periféricas e saberes tradicionais e ancestrais. As produções podem articular diferentes questões sociais, ambientais, culturais, políticas e territoriais, sem a necessidade de apresentar os temas de forma literal.
O ContraFluxo incentiva especialmente a participação de realizadores negros, indígenas, periféricos, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e profissionais de diferentes territórios do país.
A escolha das 20 produções caberá a uma comissão de curadoria formada por profissionais de audiovisual, cinema, comunicação, cultura e artes visuais. A avaliação considerará qualidade audiovisual, com peso de 25%; relação com a proposta do ContraFluxo, 20%; potência narrativa, 20%; originalidade e abordagem autoral, 15%; pesquisa de linguagem, 10%; e potencial de audiovisual de impacto, 10%.
Durante a mostra on-line, o público poderá votar na obra preferida para o Prêmio do Público ContraFluxo. Um júri especializado escolherá o Melhor Filme e os destaques de Linguagem Audiovisual, Narrativa e Audiovisual de Impacto. Os cinco Troféus ContraFluxo serão entregues na premiação e no encerramento, em 2 de dezembro, com atividade presencial em Curitiba (PR).
A diretora artística do festival, Sabrina Demozzi, explica que a mostra competitiva propõe movimentar ideias, projetos e narrativas sobre questões atuais. Para ela, agir em contrafluxo significa explorar brechas e caminhos contrários ao padrão dominante de circulação de imagens e histórias.
Sabrina afirma ainda que a mostra pretende abrir espaço a filmes curtos de todo o Brasil, ampliar coletivamente a circulação dessas narrativas, conhecer diferentes olhares sobre o mundo e imaginar outras possibilidades de criação e existência.
O Festival ContraFluxo é realizado pela Trópico Audiovisual, produtora especializada em narrativas de impacto, com apoio da Narrativas de Impacto. A iniciativa tem incentivo da Uninter, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba, via Lei de Incentivo à Cultura.
A Trópico Audiovisual é responsável por Mulheres que Migram, vencedor da 13ª edição do Doc Futura, e por Acima da Lei, que recebeu o prêmio de melhor filme concedido pela AVEC-PR na mostra Mirada Paranaense do Olhar de Cinema. A produtora também assina a série Ninhos em Movimento, com episódios reconhecidos pelo Festival comKids.