Governo do Tocantins lança a Operação Piracema 2026/2027 contra a pesca predatória
A pesca fica proibida nos rios, lagos e demais corpos d’água do estado de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027.
Resumo da matéria
O Governo do Tocantins lançou, por meio do Naturatins, a Operação Piracema 2026/2027 nesta quinta-feira, 29. O lançamento apresentou planos de fiscalização, ações educativas e orientações a pescadores e comunidades ribeirinhas. De 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, a pesca fica proibida nos rios, lagos e demais corpos d’água do estado para proteger a reprodução dos peixes.
Graer participa com reforço aéreo da Operação Piracema 2026/2027, que busca preservar espécies nativas. Crédito: Andréa Marques/Governo do TO
O Governo do Tocantins lançou nesta quinta-feira, 29, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), a Operação Piracema 2026/2027. A iniciativa marca o início do período de proteção à reprodução dos peixes, que vai de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027. Durante esse intervalo, a pesca fica proibida nos rios, lagos e demais corpos d’água do estado.
A operação busca preservar espécies nativas, garantir o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e reforçar a fiscalização contra a pesca predatória. No lançamento, foram apresentados planos de fiscalização, ações educativas e orientações para pescadores e comunidades ribeirinhas.
O presidente do Naturatins, Cledson Lima, explicou que o instituto atua em diversas frentes durante o defeso e considera as ações preventivas as mais importantes, embora a fiscalização também seja uma ferramenta de proteção dos rios e lagos. Segundo ele, a instituição busca impedir danos e infrações e investe em conscientização nas escolas e nas comunidades de pescadores de todo o estado.
Na avaliação de Lima, uma população mais consciente e bem informada pode reduzir os crimes ambientais e proteger o ecossistema aquático com maior efetividade.
O Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Tocantins (Graer) participa da operação com reforço aéreo. Seu comandante, o tenente-coronel Dennys Dalla, explicou que a missão do grupamento é potencializar as atribuições dos agentes de proteção ambiental, empregando aeronaves para facilitar o trabalho dos órgãos ambientais e utilizando o meio aéreo na repressão aos crimes ambientais.
O tenente-coronel Geraldo Magela Azevedo, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), destacou a importância dos órgãos envolvidos, encabeçados pelo Naturatins, na articulação dos parceiros em torno da preservação. Ele alertou que quem desrespeitar o defeso por meio da pesca predatória poderá sofrer as sanções previstas em lei.
Azevedo também avaliou que o defeso é essencial para evitar problemas maiores, como a degradação do ecossistema, e que a pausa é necessária à manutenção das espécies. Segundo ele, sem preservação nesse momento crucial, poderá faltar uma quantidade adequada de peixes e haver restrições futuras à pesca.
O gerente de fiscalização ambiental, Cândido José dos Santos, relatou que a equipe avalia o desempenho ao fim de cada operação, identifica acertos e resultados menos satisfatórios e busca aperfeiçoar o que funcionou, além de corrigir ou ajustar os demais pontos. Para ele, o aprendizado das operações anteriores permite ações mais assertivas e eficientes.
O gerente atribuiu os resultados à dedicação da equipe e aos parceiros. Em sua avaliação, a atuação conjunta e o propósito compartilhado permitem uma eficiência que não seria alcançada individualmente.
Além do BPMA e do Graer/PMTO, são parceiros da Operação Piracema 2026/2027 a Marinha do Brasil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Guarda Ambiental de Palmas, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), a Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea) e o Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED).
A parceria também reúne o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e colônias de pescadores.
Mais informações sobre as regras do período de defeso podem ser consultadas na Portaria nº 251/2026.