Saúde

Saúde cardiovascular na infância é destaque no Setembro Vermelho

Campanha alerta para prevenção e diagnóstico precoce de doenças cardíacas na infância.

Equipe Corrivus
Publicado em 09/09/2026, às 14h57

Compartilhar:
Resumo da matéria

A campanha Setembro Vermelho reforça os cuidados com a saúde cardiovascular infantil e a importância do diagnóstico precoce. Algumas cardiopatias congênitas podem ser identificadas ainda durante o pré-natal, por meio da ultrassonografia e, quando indicado, do ecocardiograma fetal. Após o nascimento, a avaliação clínica pelo pediatra e o Teste do Coraçãozinho também ajudam na identificação de alterações. Alimentação equilibrada, atividade física adequada para a idade, sono adequado e acompanhamento pediátrico regular contribuem para reduzir fatores de risco cardiovascular no futuro. O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da doença, podendo incluir acompanhamento, medicamentos, cateterismo ou cirurgia cardíaca.

Saúde cardiovascular na infância é destaque no Setembro Vermelho

Setembro Vermelho reforça a importância do diagnóstico precoce e dos cuidados com a saúde cardiovascular desde a infância. Crédito: Divulgação/Canva

O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças do coração e problemas cardiovasculares, por meio da campanha Setembro Vermelho. A iniciativa reforça que o cuidado com o coração deve começar ainda na infância, uma vez que cardiopatias congênitas estão entre as principais causas de problemas cardiovasculares nessa fase da vida.

Segundo a médica pediatra Michelle Loyola, que atua no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/HU Brasil) e possui formação complementar em Cardiologia Pediátrica, alterações na formação do coração podem ocorrer ainda durante a gravidez. Por isso, o pré-natal pode incluir ultrassonografia e, quando indicado, ecocardiograma fetal para identificação de algumas cardiopatias congênitas.

Após o nascimento, a avaliação clínica pelo pediatra e a realização do Teste do Coraçãozinho são fundamentais. O teste, feito por meio da oximetria de pulso, ajuda a identificar algumas cardiopatias congênitas críticas antes da alta da maternidade.

Algumas doenças cardíacas estão presentes desde o nascimento, enquanto outras podem surgir ao longo da vida. Na infância, podem aparecer miocardites, algumas arritmias e alterações das valvas cardíacas. Por isso, o acompanhamento pediátrico regular é essencial para identificar precocemente qualquer alteração.

Michelle Loyola explica que o tratamento depende do tipo e da gravidade da doença. Algumas crianças precisam apenas de acompanhamento, outras podem necessitar de medicamentos, e há casos em que procedimentos por cateterismo ou cirurgia cardíaca são necessários. Nas cardiopatias mais graves, o tratamento pode precisar ser realizado ainda nos primeiros dias ou meses de vida.

Entre os sinais que merecem atenção desde o início estão dificuldade para mamar, baixo ganho de peso, suor excessivo durante as mamadas, cansaço ou falta de ar, palpitações, desmaios e coloração arroxeada dos lábios ou da pele. Buscar atendimento diante de sintomas de alerta pode fazer toda a diferença.

A prevenção começa desde cedo, com a adoção de hábitos saudáveis. É importante estimular alimentação equilibrada, atividade física adequada para a idade, sono adequado e acompanhamento regular com o pediatra. Além disso, deve-se observar o crescimento, o peso e a pressão arterial da criança e evitar o sedentarismo. Esses hábitos ajudam a reduzir fatores de risco cardiovascular no futuro e contribuem para uma vida mais saudável.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado oferecem melhores perspectivas de qualidade de vida, pois cuidar do coração da criança é cuidar do seu crescimento, do seu desenvolvimento e da sua qualidade de vida.

O HU-UFS integra a Rede HU Brasil desde 2013. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e criada por meio da Lei nº 12.550/2011, é responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

Compartilhar: