Economia

Divino Fogão acelera dark kitchens para aproveitar estrutura ociosa de empresários

Rede espera inaugurar ao menos seis novas unidades em 2026, priorizando empresários com estrutura e experiência.

Equipe Corrivus
Publicado em 04/09/2026, às 12h09

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Resumo da matéria

O Divino Fogão reformulou e acelerou seu projeto de dark kitchens, priorizando negócios independentes mais robustos. A marca pretende atrair empresários que já possuem estrutura, equipe e experiência no food service para agregar uma nova fonte de receita, aproveitando horários de menor demanda. Para se tornar licenciado, é necessário um investimento de R$ 22.500, que engloba taxa de licença, compra de insumos e embalagens, treinamento in loco e marketing inicial. A operação pode ser instalada em bairros de grandes cidades ou municípios sem unidade tradicional da marca, desde que haja plataforma de delivery ativa na região. Atualmente, a rede conta com nove dark kitchens em funcionamento nos estados de São Paulo e Bahia, e a expectativa é inaugurar ao menos seis novas unidades em 2026. A pesquisa Anual Setorial de Food Service ABF 2025 mostra que nove em cada 10 empresas trabalham com delivery, e o canal respondeu por 22,5% do faturamento das operações no ano passado.

Divino Fogão acelera dark kitchens para aproveitar estrutura ociosa de empresários

O Divino Fogão reformulou seu projeto de dark kitchens para atrair empresários do food service que já possuem estrutura, equipe e experiência, oferecendo uma nova fonte de receita com baixo investimento em nova infraestrutura. Crédito: Divulgação

O Divino Fogão reformulou seu projeto de dark kitchens, passando a priorizar negócios independentes mais robustos que já atuam no segmento de alimentação. A rede começou a investir no modelo em 2020, inicialmente como forma de ampliar a presença digital e atender consumidores em regiões sem shopping centers ou estrutura para unidade convencional. O modelo foi criado pela rede em parceria com a Guersola Consultoria.

A nova estratégia busca atrair empresários com estrutura, equipe e experiência no food service que desejam agregar uma nova fonte de receita ao negócio, aproveitando horários e períodos de ociosidade. O investimento para se tornar licenciado é de R$ 22.500, englobando taxa de licença para uso da marca, compra de insumos e embalagens, treinamento in loco e marketing inicial.

Para instalar uma dark kitchen, é necessário que exista uma plataforma de delivery ativa na região. A operação pode ser instalada em bairros de grandes cidades ou em municípios que ainda não contam com unidade tradicional da marca. Não há necessidade de implantação de um restaurante tradicional, pois a dark kitchen não depende de um ponto em shopping center.

Atualmente, o Divino Fogão conta com nove dark kitchens em funcionamento nos estados de São Paulo e Bahia. Para 2026, a expectativa é inaugurar ao menos seis novas dark kitchens neste formato. A marca conta hoje com mais de 260 pontos de vendas.

Rodrigo Varela, diretor de novos negócios e planejamento do Divino Fogão, afirma que a retomada das dark kitchens ocorre a partir do amadurecimento do projeto. A empresa busca parceiros com operação mais estruturada que possam enxergar o delivery como oportunidade de rentabilizar mais o negócio. O empresário pode utilizar cozinha e equipe em horários de menor demanda para gerar nova receita com uma marca consolidada em diferentes regiões e horários do dia, atingindo públicos diversos.

Varela complementa que o próximo passo das dark kitchens está na combinação entre marca forte, operação eficiente e estrutura que o empresário já possui. Essa é uma maneira de transformar capacidade ociosa em faturamento adicional que pode variar de 20% a 30% ao mês, sem perder de vista a qualidade dos produtos e a experiência que o consumidor já conhece do Divino Fogão.

De acordo com a Pesquisa Anual Setorial de Food Service ABF 2025, divulgada em agosto de 2026, o canal de vendas está cada vez mais estruturado e estratégico para o Food Service. O estudo foi realizado pela Associação Brasileira de Franchising em parceria com a GALUNION Inteligência Estratégica para Foodservice. Nove em cada 10 empresas trabalham com delivery, cerca de 90%. Em média, o canal respondeu por 22,5% do faturamento das operações no ano passado. Para 44% das marcas respondentes, o delivery já representa mais de 16% do faturamento.

O objetivo é criar uma alternativa de crescimento com baixo investimento em nova estrutura física e melhorar a produtividade dos ativos existentes. O formato complementa o plano de expansão da marca visando empresários que desejam aumentar o faturamento e aproveitar períodos ociosos da operação. O delivery deixa de ser apenas canal e se consolida como modelo de negócio, precisando ser gerido como canal de margem, dados e fidelização.

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