Educação

Enem: neuropsicólogo orienta como reduzir a ansiedade na reta final de preparação

Helington Costa, da Estácio, recomenda revisar conteúdos conhecidos, fazer pausas e evitar comparações com outros candidatos.

Equipe Corrivus
Publicado em 22/10/2026, às 21h54

Compartilhar:
Resumo da matéria

Na reta final de preparação para o Enem, a pressão por resultados e as incertezas sobre o futuro podem intensificar os desafios emocionais dos adolescentes. Helington Costa, neuropsicólogo e coordenador do curso de Psicologia da Estácio, recomenda revisar conteúdos conhecidos, fazer pausas e evitar comparações com outros candidatos. O descanso também é fundamental: dormir pouco pode prejudicar a memória, enquanto a ansiedade excessiva pode comprometer a concentração.

Enem: neuropsicólogo orienta como reduzir a ansiedade na reta final de preparação

Helington Costa, neuropsicólogo da Estácio, recomenda revisões de conteúdos conhecidos e pausas na preparação para o Enem. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a pressão por bons resultados e as incertezas sobre o futuro podem intensificar os desafios emocionais dos adolescentes. A ansiedade excessiva pode comprometer o desempenho na prova, dificultando a concentração e a recuperação de informações aprendidas. Priorizar a revisão de conteúdos conhecidos, preservar o descanso e contar com apoio familiar estão entre as recomendações do coordenador do curso de Psicologia da Estácio e neuropsicólogo Helington Costa.

À expectativa de ingresso no Ensino Superior e de uma nova etapa da formação somam-se longas horas de estudo, redução do descanso, cobranças familiares e comparações com outros candidatos. Na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE, 44,2% dos estudantes brasileiros dos 16 aos 17 anos, em idade de preparação para o exame, afirmaram sentir-se irritados, nervosos ou mal-humorados na maioria das vezes ou sempre.

Segundo Costa, a expectativa em torno do Enem reúne sonhos e receios, já que o ingresso na universidade pode envolver mudança de cidade, afastamento do ciclo social e escolha de profissão ainda na adolescência. Ele explica que pequenas doses de expectativa motivam, mas o excesso pode provocar angústia, insônia, irritação, dor de barriga, desânimo e medo de decepcionar a família.

O neuropsicólogo afirma que o cérebro adolescente ainda está em amadurecimento. O córtex pré-frontal, responsável por controlar impulsos e lidar com a pressão, só termina de se formar por volta dos 25 anos. Já a região que processa medo e ansiedade é bastante ativa na adolescência, período em que o jovem ainda aprende a lidar com as próprias emoções.

De acordo com Costa, quando a ansiedade fica muito alta, o corpo interpreta que há perigo e libera hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina. Essa reação prepara o organismo para fuga ou confronto, e não para raciocinar, podendo impedir que o estudante acesse conteúdos conhecidos durante a prova.

Para reduzir a ansiedade e melhorar a preparação, o especialista recomenda concentrar a reta final na revisão de conteúdos já conhecidos, em vez de tentar aprender tudo novamente. Também orienta evitar comparações e afastar-se de conversas e publicações nas redes sociais que aumentem a insegurança diante da preparação de outros candidatos.

Uma boa noite de sono é fundamental à preparação e pode fazer diferença no desempenho durante o Enem. Costa explica que, durante o descanso, o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas. Por isso, estudar pela madrugada e dormir pouco pode prejudicar a memória do estudante.

Entre os cuidados com a rotina, ele recomenda fazer pausas para caminhar, alongar-se ou ficar ao ar livre, como forma de aliviar a tensão. Refeições equilibradas, ingestão de água e evitar o excesso de cafeína e energéticos também fazem parte das orientações.

Para controlar o nervosismo, Costa sugere inspirar pelo nariz contando até quatro, segurar o ar por dois segundos e soltá-lo pela boca contando até seis, repetindo o exercício por alguns minutos. Compartilhar sentimentos com alguém de confiança, segundo ele, pode aliviar a tensão e ajudar a lidar com as preocupações.

O apoio familiar também tem papel importante, avalia o coordenador. Para ele, acolher o estudante importa mais do que aumentar a cobrança por resultados. Demonstrar confiança e reconhecer o esforço do jovem ajuda a reduzir a pressão, transmitir segurança e mostrar que ele não está sozinho.

Na organização para o dia do exame, Costa recomenda separar antecipadamente os documentos, o material permitido para a prova e o lanche, além de conferir o trajeto até o local de aplicação.

Para os estudantes que desejam aprimorar a revisão de conteúdo às vésperas do exame, o Enem Action oferece uma plataforma gratuita e online, disponível 24 horas por dia no endereço enemaction.com.br. Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa disponibiliza uma ferramenta de preparação para a redação com correção por IA, acessível em corrigea.enemaction.com.br.

Desde 2015, o Enem Action reúne conteúdos e recursos de apoio aos estudantes e promove ações em escolas públicas e privadas. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Educação Médica (IDOMED) e as instituições de ensino superior Ibmec, Wyden e Estácio. Também disponibiliza conteúdos gratuitos para estudantes e educadores em suas redes sociais no Instagram, X, TikTok, YouTube e Telegram.

Compartilhar: