Arrendamento do MCP01 prevê R$ 150,2 milhões em 25 anos no Porto de Santana
Ministro Tomé Franca visitou a CDSA na sexta-feira (23); acordo prevê melhorias estruturais e ampliação da capacidade de movimentação de grãos.
Resumo da matéria
A Companhia Docas de Santana recebeu o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, na sexta-feira (23), para a assinatura do contrato de arrendamento do terminal MCP01, no Porto de Santana. O acordo prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos, com foco em melhorias estruturais e ampliação da capacidade de movimentação de grãos. A nova etapa prevê intervenções e preparação da área de operação.
Contrato de arrendamento do MCP01 prevê melhorias estruturais e ampliação da capacidade de movimentação de grãos. Crédito: Prefeitura de Santana
O contrato de arrendamento do terminal MCP01, no Porto de Santana, prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos. A Companhia Docas de Santana (CDSA) recebeu o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, nesta sexta-feira (23), para a assinatura do acordo, que inclui um cronograma de investimentos e melhorias estruturais voltados ao fortalecimento da infraestrutura portuária e à ampliação da capacidade de movimentação de grãos.
O valor foi anunciado por Tomé Franca durante a agenda. Com a formalização do arrendamento, o projeto entra em uma nova etapa, com previsão de implantação das intervenções e preparação da área destinada à operação do terminal.
O investimento é apresentado como um avanço na modernização do Porto de Santana, com perspectiva de contribuir para a eficiência operacional, o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte e a atração de novos investimentos para a região. A ampliação da movimentação de grãos também está entre as perspectivas para fortalecer a posição do Amapá na logística e no setor portuário brasileiro.
Durante a visita, as autoridades conheceram a área destinada ao arrendamento e acompanharam as atividades desenvolvidas no porto. A agenda contou com a presença do presidente da CDSA, Edival Cabral Tork; do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do senador Randolfe Rodrigues; do prefeito de Santana, Bala Rocha; e do diretor-presidente da Infraero, Rogério Barzellay.
Tomé Franca destacou a localização estratégica do Porto de Santana no Arco Norte e seu papel na economia. Na avaliação do ministro, os novos investimentos mantêm o porto em crescimento. Ele também afirmou que têm sido realizados investimentos em diversos portos do Brasil e ressaltou que as rotas navais são fundamentais para a economia brasileira, assim como a melhoria da infraestrutura portuária é importante.
Para Edival Cabral Tork, os recursos deverão contribuir para modernizar a infraestrutura, ampliar a capacidade de movimentação e fortalecer a competitividade do porto nos cenários nacional e internacional. O presidente da CDSA afirmou que a companhia continua trabalhando para atrair investimentos e melhorar a eficiência das operações portuárias.
Tork também avaliou que a visita do ministro demonstra a confiança do Governo Federal no potencial do Porto de Santana e que a assinatura do contrato representa um avanço para o porto e para o desenvolvimento do Amapá.
O prefeito Sebastião Bala Rocha destacou a importância da continuidade dos investimentos na estrutura portuária e da ampliação das oportunidades de desenvolvimento. Segundo ele, a potencialidade portuária local já é conhecida pelas pessoas e pelo mundo. O prefeito manifestou a intenção de continuar investindo e promovendo o crescimento, com a realização de leilões de outras áreas, se possível.
Considerado estratégico para a logística e o desenvolvimento econômico do Amapá, o Porto de Santana tem importância para o desenvolvimento regional, a expansão do comércio exterior e a integração logística da Amazônia, reforçada pelo investimento previsto no MCP01.
A iniciativa ocorre em um cenário de ampliação dos investimentos do Governo Federal nos setores portuário, aeroportuário e hidroviário. Em outubro, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou um planejamento nacional que prevê aproximadamente R$ 160 bilhões em projetos até 2030.