Transtornos alimentares crescem entre jovens e preocupam especialistas
No Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, nutricionista da PAD Saúde alerta para sinais sutis e a influência das redes sociais no agravamento do quadro.
Resumo da matéria
A OMS estima que 70 milhões de pessoas no mundo vivam com transtornos alimentares. No Brasil, profissionais de saúde registram crescimento na procura por atendimento. Nutricionista da PAD Saúde explica que os sinais podem ser sutis e que o tratamento deve ser multidisciplinar.
Nutricionista da PAD Saúde, Ana Franciane Crédito: Divulgação
O Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, celebrado na próxima terça-feira (2), chama atenção para doenças que afetam não apenas a relação com a comida, mas também a saúde física, emocional e social de quem as enfrenta. Entre os quadros mais frequentes estão anorexia, bulimia, compulsão alimentar e transtorno alimentar restritivo evitativo.
Para a nutricionista Ana Franciane, da PAD Saúde, um dos maiores obstáculos é identificar os sinais com antecedência. Segundo ela, muitas pessoas associam os transtornos alimentares apenas à perda extrema de peso, mas os indícios podem ser mais discretos: culpa constante após comer, medo excessivo de determinados alimentos, episódios recorrentes de compulsão ou restrições feitas sem orientação profissional.
Além dessas manifestações, a especialista lista outros sinais de alerta: mudanças bruscas de peso, isolamento durante as refeições, preocupação excessiva com calorias, prática exagerada de atividade física e alterações de humor. Em crianças e adolescentes, a identificação precoce é ainda mais determinante para o tratamento e a recuperação.
Ana Franciane reforça que esses transtornos vão além da alimentação. 'São doenças complexas, que envolvem aspectos emocionais, psicológicos e comportamentais. O tratamento precisa ser multidisciplinar, com acompanhamento nutricional, psicológico e médico', afirma.
As redes sociais aparecem como fator de preocupação relevante. A nutricionista aponta que dietas extremas, modismos alimentares e a busca por corpos considerados perfeitos podem funcionar como gatilhos, especialmente entre os mais jovens, num cenário de comparação constante.
A profissional também defende uma mudança na forma como a alimentação é encarada. 'Comer não deve estar associado à culpa. Alimentação saudável é equilíbrio, não restrição extrema. Quando a comida passa a gerar sofrimento, ansiedade ou medo, é hora de buscar ajuda', diz.
A data tem como objetivo central ampliar o debate e estimular o diagnóstico precoce. 'Falar sobre o tema é essencial para reduzir estigmas e mostrar que existe tratamento. Informação e acolhimento salvam vidas', conclui Ana Franciane.
Serviço
Local: Recife
Espaço: PAD Saúde
Endereço: Rua Hermógenes de Morais, nº 317 – Madalena, Recife