Agro

Sudene aprova nova fase de projeto para melhorar geneticamente a palma

Parceria com o INSA busca variedades mais resistentes a pragas e com maior valor nutricional para alimentação animal e humana

Equipe Corrivus
Publicado em 23/07/2026, às 18h22

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Resumo da matéria

A Diretoria Colegiada da Sudene confirmou nesta quinta-feira (23) a segunda etapa do programa Inova Palma, desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA). O projeto busca validar novos materiais genéticos de palma forrageira com maior resistência a pragas e doenças e características nutricionais voltadas à alimentação animal e ao consumo humano. A fase dá sequência a um trabalho iniciado em 2020, quando foram obtidos híbridos e linhagens que agora serão avaliados em testes de laboratório e ensaios de campo. O investimento total é de R$ 1,13 milhão, com conclusão prevista para março de 2029.

Sudene aprova nova fase de projeto para melhorar geneticamente a palma

Palma forrageira, cultivo típico do semiárido nordestino Crédito: Depositphotos

Resistir melhor às pragas, se adaptar ao clima do semiárido e ainda ganhar em valor nutricional: esses são os objetivos da nova fase de pesquisa com a palma forrageira, aprovada nesta quinta-feira (23) pela Diretoria Colegiada da Sudene.

O projeto, que integra o programa Inova Palma e é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), busca validar novos materiais genéticos com maior resistência a pragas e doenças, além de características voltadas à alimentação animal e ao consumo humano.

A nova etapa dá continuidade a um trabalho iniciado em 2020, quando foram obtidos híbridos, linhagens e outros materiais genéticos que agora passarão por avaliações mais detalhadas. Estão previstos testes de laboratório, análises moleculares e ensaios em campo, com o objetivo de confirmar a estabilidade das características em condições reais de cultivo e identificar os materiais mais promissores para recomendações futuras.

Entre as ações previstas estão análises bromatológicas e morfoagronômicas, confirmação da identidade genética dos novos materiais, testes de resistência à cochonilha-do-carmim e a fungos associados às principais doenças da cultura, além de ensaios em campo para avaliar produtividade, adaptação ao semiárido e desempenho agronômico. O projeto também prevê a ampliação do banco ativo de germoplasma do INSA, ampliando a pluralidade de opções de vegetais adaptados ao clima semiárido brasileiro e a eventuais ataques de agentes patogênicos.

Para ampliar a diversidade biológica local, está prevista ainda uma cooperação internacional para importar do México ao menos 10 materiais adaptados a altitudes de 100 a 600 metros.

O coordenador de inovação e transformação digital da Sudene, Aildo Sabino, afirmou que o avanço do projeto vai beneficiar agricultores familiares que enfrentam os desafios climáticos do semiárido e utilizam a palma como alternativa forrageira. 'O melhoramento genético é o caminho para dar estabilidade à nossa agropecuária, mas enfrentamos o desafio de validar esses novos materiais em condições reais de campo e manter equipes técnicas no longo prazo. Essa aprovação é fundamental para que a pesquisa não pare e chegue com segurança até a ponta, beneficiando quem mais precisa', disse.

O investimento global no projeto é de R$ 1,13 milhão, com conclusão das metas e dos ensaios de competição em campo prevista para março de 2029.

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