Como estudar para o SSA nas férias de julho sem comprometer o descanso
Coordenador do Colégio Fazer Crescer alerta que excesso de estudo pode levar à estafa antes das provas
Resumo da matéria
Para quem está na corrida pelo SSA da Universidade de Pernambuco, as férias de julho pedem equilíbrio: nem descanso total, nem sobrecarga. O coordenador do Ensino Médio do Colégio Fazer Crescer, Bruno Rincoski, alerta que forçar o ritmo pode resultar em estafa justamente no período das provas.
Crédito: Magnific
Julho chegou, e com ele a dúvida que ronda quem mira uma vaga pelo SSA da UPE: parar tudo e descansar, ou manter o ritmo a qualquer custo? Bruno Rincoski, coordenador do Ensino Médio do Colégio Fazer Crescer, conhece bem esse dilema — e adverte que os dois extremos podem custar caro.
Segundo ele, candidatos que chegam às férias já mostram sinais de desgaste acumulado. Forçar uma carga ainda maior nesses casos não adianta: o risco é chegar ao período das provas com a mente e o corpo no limite. 'Existe o risco de uma estafa justamente no período em que acontecerão as provas, comprometendo todo o trabalho construído ao longo do ano', disse Rincoski.
A saída, na visão do especialista, passa por uma reorganização da rotina — não pela supressão dela. Acordar mais tarde e ter horários menos rígidos são vantagens reais das férias. Mas parte do dia precisa continuar reservada aos livros. 'Será necessário dedicar uma parte significativa das férias aos estudos, sem abrir mão dos momentos de lazer', afirmou.
Uma tática que pode render bons resultados é o chamado estudo invertido: usar as férias para um primeiro contato com temas que só entrarão em sala na volta às aulas. Assim, quando o professor apresentar o conteúdo, o estudante já chega com alguma familiaridade — e pode aproveitar a aula para aprofundar e tirar dúvidas, em vez de começar do zero.
Revisar o que já foi estudado desde o começo do ano é igualmente importante. Rincoski lembra que matérias vistas em fevereiro ou março precisarão estar acessíveis na hora da prova, e a melhor forma de mantê-las ativas é praticar. 'Os exercícios dão ao estudante a métrica e o direcionamento do estudo', explicou. Simulados e provas anteriores do SSA entram aqui como ferramentas valiosas: além de consolidar o aprendizado, ajudam a mapear onde ainda há buracos. Controlar o tempo de resolução é parte dessa prática.
A redação também entra na conta. O coordenador recomenda trabalhar a estratégia de prova de forma que sobre tempo suficiente tanto para as questões quanto para escrever o texto com calma.
O celular merece um capítulo à parte. Mesmo sem notificações visíveis, o aparelho sobre a mesa já é suficiente para dispersar a atenção — o cérebro fica em alerta para checar algo. A orientação de Rincoski é simples: celular em outro cômodo durante os momentos de estudo. Isso não descarta o uso de aplicativos e plataformas digitais como apoio, mas o coordenador chama atenção para o valor do papel: 'A escrita no papel e a leitura de livros ativam processos cognitivos que podem favorecer a interpretação e a memorização.'
Viagens e compromissos de família? Esses também têm lugar. Rincoski desaconselha, porém, tentar estudar e aproveitar ao mesmo tempo. A divisão de atenção prejudica os dois lados. Para quem precisar viajar, a sugestão é se desligar completamente dos estudos por até uma semana e retornar com foco total. 'O estudante acaba não aproveitando a viagem e também não consegue estudar de forma eficiente', disse.
No fim das contas, o coordenador resume tudo em uma ideia: saber dosar. 'O equilíbrio é a chave de tudo. Saber quando acelerar e quando descansar é fundamental para chegar bem preparado ao dia da prova.'