Economia

Pix movimenta R$ 415,7 bi em Pernambuco no 1º semestre de 2026

Valor cresceu 20,1% ante o mesmo período de 2025 e mantém o estado na segunda posição do Nordeste, segundo a Fecomércio-PE

Equipe Corrivus
Publicado em 12/08/2026, às 19h45

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Resumo da matéria

Levantamento da Fecomércio-PE mostra que os pernambucanos movimentaram R$ 415,7 bilhões via Pix entre janeiro e junho de 2026, em 1,75 bilhão de transações. O crescimento de 20,1% no valor manteve o estado em segundo lugar no Nordeste, atrás da Bahia, e em nono no ranking nacional. Empresas, mesmo minoritárias em número de operações, concentraram a maior parte do valor movimentado.

Pix movimenta R$ 415,7 bi em Pernambuco no 1º semestre de 2026

Crédito: Makermidia

Pernambuco fechou o primeiro semestre de 2026 com R$ 415,7 bilhões movimentados via Pix, um total de 1,75 bilhão de transações feitas por residentes do estado. Na comparação com igual período de 2025, o valor avançou 20,1% e o número de operações subiu 16,9%. Os números fazem parte de levantamento do Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), elaborado a partir de estatísticas do Banco Central.

Com esse patamar, o estado permaneceu em segundo lugar entre os nordestinos em movimentação via Pix, atrás somente da Bahia, e ficou em nono no país, respondendo por cerca de 2,4% de tudo o que foi movimentado nacionalmente no período. Ao longo dos seis meses, o volume mensal cresceu de R$ 69,1 bilhões, em janeiro, para R$ 73,9 bilhões, em junho — já o pico de transações aconteceu em maio, mês do Dia das Mães.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, avalia que a ferramenta já faz parte da rotina de consumidores e empresas. Segundo ele, o Pix tornou-se um instrumento incorporado ao dia a dia dos consumidores e das empresas, e a expansão observada em Pernambuco acompanha a transformação dos meios de pagamento, contribuindo para maior agilidade nas transações comerciais e para a circulação de recursos na economia.

Ainda que respondam por apenas 8,4% das transações no estado, as pessoas jurídicas concentraram 43,1% de todo o valor movimentado no semestre — R$ 179,2 bilhões, ante R$ 236,5 bilhões movimentados por pessoas físicas. O ticket médio das operações empresariais, de R$ 1.224,47, chegou a ser 8,3 vezes maior que o das pessoas físicas, cuja média ficou em R$ 147,32.

O economista da Fecomércio-PE Rafael Lima associa esse descompasso à incorporação do Pix a pagamentos de maior valor pelas empresas. Segundo ele, o elevado ticket médio das operações realizadas por pessoas jurídicas mostra que empresas de diferentes portes incorporaram o Pix aos pagamentos e recebimentos de maior valor, ampliando sua participação na dinâmica econômica estadual.

Geograficamente, a Região Metropolitana do Recife concentrou 55,7% do valor movimentado em todo o estado, com a capital sozinha respondendo por R$ 138,7 bilhões — 33,4% do total estadual. Completam a lista dos municípios com maior movimentação Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Goiana, Ipojuca e Vitória de Santo Antão, que somados a Recife respondem por cerca de dois terços de tudo o que circulou via Pix no estado. Dois desses municípios chamam atenção pelo peso empresarial: em Goiana, 78,5% do valor movimentado veio de pessoas jurídicas, enquanto Ipojuca também registrou participação empresarial elevada, puxada pelas atividades industriais e portuárias da região.

No recorte regional, Bahia, Pernambuco e Ceará somados responderam por mais da metade de toda a movimentação via Pix no Nordeste no primeiro semestre. Os R$ 415,7 bilhões de Pernambuco superaram os R$ 405,9 bilhões do Ceará, mas ficaram abaixo dos R$ 629,9 bilhões movimentados pela Bahia, líder regional. Já quando o cálculo considera o valor por habitante, Pernambuco cai para a terceira posição no Nordeste, atrás de Paraíba e Ceará.

O levantamento aponta ainda um saldo negativo nas contas dos pernambucanos: no primeiro semestre, eles pagaram R$ 9,6 bilhões a mais via Pix do que receberam pela mesma modalidade.

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