Pernambuco tem maior avanço econômico do Nordeste no semestre
Resultado de janeiro a junho superou as médias regional e nacional e colocou o estado na terceira posição entre 17 unidades acompanhadas pelo Banco Central.
Resumo da matéria
Com expansão de 4,47% de janeiro a junho de 2026 ante o mesmo período do ano anterior, Pernambuco ficou na liderança do Nordeste e na terceira colocação entre 17 unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central. O estado também teve o melhor resultado regional no acumulado de 12 meses.
Pernambuco liderou o crescimento da atividade econômica no Nordeste no primeiro semestre de 2026. Crédito: Tony Holanda/Adepe
A economia de Pernambuco cresceu 4,47% de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo intervalo de 2025. A taxa superou tanto o avanço do Nordeste, de 2,38%, quanto o do Brasil, de 1,52%, e garantiu ao estado a liderança regional no período.
Entre as 17 unidades da Federação acompanhadas pelo Banco Central, Pernambuco apareceu na terceira posição. Somente Rio de Janeiro, com alta de 5,77%, e Mato Grosso do Sul, com 4,54%, tiveram desempenho superior no primeiro semestre.
A liderança pernambucana no Nordeste também se manteve quando considerado o acumulado entre julho de 2025 e junho de 2026. Nesses 12 meses, o crescimento chegou a 3,09%, maior resultado entre os estados nordestinos monitorados pela instituição.
O cenário semestral contrasta com o comportamento observado apenas em junho. Frente a maio, a atividade econômica no estado caiu 0,36%, acompanhando a desaceleração nacional. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico considera o movimento uma acomodação em patamar elevado, sem indicar reversão da trajetória.
Mesmo após a variação mensal negativa, o índice pernambucano terminou junho aos 111,12 pontos. O nível estava somente 0,4% abaixo do recorde histórico alcançado em março.
Indicadores de emprego e atividade empresarial também foram destacados. Dados do Novo Caged apontam que Pernambuco registrou saldo de 6.162 empregos formais em junho. No mesmo mês, houve a abertura de 12.226 novas empresas, maior quantidade para junho desde 2009.
Em outro indicador, a taxa de negativação empresarial passou de 29,36% para 27,22% no intervalo de 12 meses. De acordo com nota técnica da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), nenhuma outra redução no Nordeste foi maior nesse período.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, afirmou que os números indicam uma trajetória de crescimento com reflexos na atividade econômica, na geração de empregos e na abertura de empresas. Para a secretária, a liderança nordestina e a terceira colocação entre os estados acompanhados pelo Banco Central demonstram a força da economia pernambucana e estimulam a continuidade do trabalho para ampliar investimentos, fortalecer o ambiente de negócios e gerar mais oportunidades.