Luana Tavares fará show gratuito no Parque da Jaqueira neste sábado (24)
Apresentação começará às 18h e terá músicas do álbum homônimo, primeiro disco de estúdio da cantora.
Resumo da matéria
Luana Tavares fará show gratuito neste sábado (24), a partir das 18h, no Parque da Jaqueira, com músicas do álbum homônimo lançado neste mês. Primeiro disco de estúdio da cantora e compositora pernambucana, o trabalho reúne nove músicas autorais, seis inéditas. Com produção e direção musical de Juliano Holanda, o álbum articula ancestralidade, cultura afrobrasileira, feminilidade e raízes da Zona da Mata.
Primeiro álbum de estúdio de Luana Tavares reúne nove músicas autorais, seis inéditas, e tem produção de Juliano Holanda. Crédito: Beto Figueiroa
A cantora e compositora pernambucana Luana Tavares fará um show gratuito neste sábado (24), a partir das 18h, no Parque da Jaqueira. Integrante da Mostra Reverbo, a artista apresentará músicas de seu álbum homônimo, lançado neste mês e o primeiro de estúdio de sua carreira.
O disco reúne nove músicas autorais, das quais seis são inéditas, e tem produção e direção musical de Juliano Holanda e produção artística de Mery Lemos. No palco, Luana será acompanhada por Vinicius Barros na guitarra, Gilberto Bala na percussão, Ary Eira no baixo e Jonatas Onofre no teclado.
Natural de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana, Luana leva para o trabalho referências de seu território e de sua ancestralidade. Com desenhos melódicos marcados pela percussão, o álbum dialoga com a presença africana, a música de terreiro e a sonoridade da região, de onde também vem Juliano Holanda.
Espiritualidade, cultura afro-brasileira, luta antirracista, feminilidade, afetos e dilemas humanos atravessam o repertório. Ao articular dimensões culturais, afetivas, sociais e históricas, o disco valoriza a identidade negra e ancestral, combate o preconceito e transmite uma mensagem de superação das marginalizações de gênero, cor e origem. Também ressignifica opressões de uma região subjugada pela monocultura colonial e exalta a resiliência e a criatividade de seus povos.
As canções abordam a autoaceitação feminina pela força ancestral, sentimentos com referências urbanas, afetos maternos ligados à origem afro e territorialidade com inspirações regionais. Há ainda espaço para desventuras amorosas e para o desejo associado à natureza.
Luana explica que o álbum traz mais pulsação e força e que sua origem na Zona da Mata influencia sua visão de mundo, incluindo inquietações sobre ser negra, produzir poesia e promover protagonismo negro. Segundo a compositora, a proposta é apresentar outra dimensão de si e de sua construção cotidiana como mulher, ligada ao momento atual de sua vida. Ela também aponta a lua como uma presença importante e manifesta o desejo de descobrir outras faces de si.
Para compor o repertório, a artista selecionou os singles já lançados Boca da Mata e Tomara, de autoria própria, e Minha Missão, escrita em parceria com Gabi da Pele Preta. Entre as inéditas estão O amor vai nos dizer, com Jonatas Onofre e Revoredo; Lama, com Juliano Holanda; e Flerte, com Helio Abulidu. Sabença, Espelho e Onde está meu coração completam o conjunto de inéditas, com autoria exclusiva de Luana.
O álbum mantém um fio condutor, em contraste com trabalhos que reúnem singles independentes. Na avaliação de Juliano Holanda, o disco conta uma história. O produtor e diretor musical também considera importante que Luana se afirme como compositora, pela complexidade de seu trabalho criativo.
As participações incluem as vozes da cantora e compositora Isaar, da cantora e atriz Gabi da Pele Preta e do músico Hélio Abulidu. O cantor e compositor Jonatas Onofre participa ao piano, enquanto o compositor e cantor Juliano Holanda contribui com voz, baixo e violão. A execução instrumental conta ainda com Gilú Amaral na percussão e Nilsinho Amarante no trombone. Mery, Mayara Pêra e Vinícius Barros integram as vozes do coro.
Luana afirma que transforma em composições aquilo que a atravessa, sem permitir que essas experiências a atropelem. Para ela, o disco expressa resistência e oferece alento a quem continua criando e tentando viver. A cantora explica ainda que o trabalho nasceu da vontade de dizer outras coisas e reunir pessoas, ressaltando que nunca esteve só, pela presença constante de sua ancestralidade.
O novo álbum sucede Boca da Mata, registro ao vivo de estreia lançado em 2022, com referências de ancestralidade e da Zona da Mata, e Outro Astral, EP e álbum visual de 2025, marcado por uma sonoridade mais diversificada e em expansão.
O álbum “Luana Tavares” conta com incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.