Instituto MeMaker, forma jovens que transformam a própria história pela tecnologia
Ex-alunos do instituto seguem carreiras em empresas de tecnologia, universidades e experiências internacionais
Resumo da matéria
O Instituto MeMaker, que há quase uma década desenvolve metodologia integrando expressão criativa e tecnologia, tem formado jovens capazes de transformar suas próprias histórias. Ex-alunos como Ezequiel Lopes, Matheus Armando e Jean França têm hoje trajetórias na área de tecnologia, passando por empresas do setor, docência em robótica e experiências internacionais.
Jovens participam de atividades voltadas à tecnologia e à educação. Crédito: Divulgação/MeMaker
Há quase uma década, o Instituto MeMaker desenvolve uma metodologia que une expressão criativa e tecnologia para o desenvolvimento humano, abrindo portas para adolescentes e jovens no mercado de trabalho, na universidade e em experiências internacionais.
Os resultados aparecem nas trajetórias de ex-alunos que hoje ocupam posições em empresas de tecnologia, atuam como professores de robótica e seguem ligados ao instituto como mentores e multiplicadores. São histórias que evidenciam como o acesso à educação tecnológica pode alterar perspectivas de vida e ampliar horizontes profissionais.
Ezequiel Lopes, de 27 anos, conheceu o MeMaker em 2019. No instituto, participou dos cursos de inglês e desenvolvimento de chatbots, formação que abriu as portas para sua primeira oportunidade profissional na área de tecnologia. A partir desse emprego, ingressou no curso de Engenharia da Computação, conquistou um intercâmbio internacional em Malta para aperfeiçoar o inglês e passou por quatro empresas de tecnologia, sendo duas multinacionais. "Sou muito grato ao Instituto MeMaker porque foi lá que descobri que poderia construir uma carreira na tecnologia. O projeto mudou completamente a minha perspectiva de vida. Tudo o que conquistei começou naquele primeiro contato com a robótica e com a programação. Hoje faço questão de continuar próximo, acompanhando as novas turmas e ajudando outros jovens a acreditarem que eles também podem chegar longe", afirma Ezequiel.
Matheus Armando, também de 27 anos, enfrentava uma realidade de extrema vulnerabilidade social antes de iniciar sua formação no MeMaker. Mesmo diante desse cenário, seguiu estudando e encontrou no instituto uma oportunidade para mudar sua trajetória. Hoje é desenvolvedor de software, soma mais de nove anos de atuação no mercado de tecnologia e participou de projetos em grandes empresas. Para ele, a educação foi o ponto de virada que transformou não apenas sua carreira, mas também a realidade de sua família. "Minha história começou em um contexto de muita dificuldade, mas o MeMaker me mostrou que a tecnologia poderia ser um caminho de transformação. O projeto me apresentou oportunidades que eu jamais imaginava alcançar. Tenho uma gratidão enorme por tudo o que vivi ali, porque foi naquele momento que comecei a acreditar que poderia construir um futuro diferente. Hoje gosto de compartilhar minha trajetória para que outros jovens entendam que, mesmo quando o começo é muito difícil, a história não precisa terminar no mesmo lugar onde começou", afirma Matheus.
Jean França, de 23 anos, ingressou no MeMaker em 2016 e participou de projetos que ultrapassaram as fronteiras do Brasil. Em 2018, integrou a equipe escolhida para representar o instituto no FIWARE Global Summit, em Portugal, apresentando uma solução tecnológica para prevenção de alagamentos em comunidades. No ano seguinte, voltou a representar o MeMaker em uma exposição na Galeria Nara Roesler, em São Paulo. Depois da formação, tornou-se multiplicador do instituto, professor de robótica, atuou em projetos da Prefeitura do Recife e atualmente leciona robótica, mantendo parceria com o próprio MeMaker. "Tenho uma gratidão enorme pelo MeMaker. Foi o lugar que acreditou em mim antes mesmo de eu acreditar. Viajei para Portugal, representei o instituto em São Paulo, me tornei professor de robótica e hoje volto a trabalhar ao lado do projeto. É emocionante perceber que aquela semente plantada anos atrás hoje gera frutos e inspira outros jovens", afirma Jean.
Para Monica Bouqvar, fundadora do Instituto MeMaker, acompanhar a trajetória desses jovens é a maior recompensa do trabalho desenvolvido pela organização. "Cada jovem que chega ao MeMaker traz consigo uma história, um sonho e, muitas vezes, desafios que parecem intransponíveis. Ver esses meninos e meninas ocupando universidades, empresas, salas de aula e até outros países é profundamente emocionante. O que fazemos aqui vai muito além do ensino da tecnologia. Nós ajudamos a despertar talentos, fortalecer a autoestima e mostrar que eles podem sonhar alto. Quando um ex-aluno volta para inspirar uma nova geração, tenho a certeza de que estamos construindo um ciclo de transformação que muda famílias, comunidades e futuros", afirma Monica Bouqvar.