Exportações de Pernambuco caem 52,4% em junho de 2026 na comparação anual, aponta Fecomércio-PE
Dados do MDIC analisados pela Fecomércio-PE mostram exportações de US$ 131,2 milhões e importações de US$ 681,6 milhões no mês
Resumo da matéria
As importações avançaram 20,5% na comparação anual e 11,5% em relação a maio, totalizando US$ 681,6 milhões. O resultado gerou déficit de US$ 550,4 milhões na balança comercial e corrente de comércio de US$ 812,8 milhões. Os principais destinos das exportações foram Singapura, Argentina, Omã e Estados Unidos, liderados por óleo combustível, coque de petróleo e mangas frescas.
Fecomércio-PE divulga dados do comércio exterior de Pernambuco em junho de 2026 Crédito: Freepik
A diferença entre os dois fluxos gerou déficit de US$ 550,4 milhões na balança comercial de Pernambuco em junho. A corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 812,8 milhões no período.
Entre os principais destinos das exportações pernambucanas estiveram Singapura (US$ 28,0 milhões), Argentina (US$ 21,4 milhões), Omã (US$ 14,7 milhões) e Estados Unidos (US$ 10,8 milhões). A pauta foi liderada por óleo combustível (US$ 28,7 milhões), coque de petróleo (US$ 14,7 milhões), mangas frescas ou secas (US$ 14,5 milhões), automóveis com motor de explosão (US$ 12,2 milhões) e outros açúcares de cana (US$ 8,3 milhões).
No fluxo de importações, os principais países de origem foram Estados Unidos (US$ 149,8 milhões), China (US$ 100,3 milhões), Argentina (US$ 86,8 milhões), Itália (US$ 47,8 milhões) e Rússia (US$ 45,4 milhões). Os produtos com maior participação foram outras gasolinas, exceto para aviação (US$ 54,3 milhões), outros propanos liquefeitos (US$ 49,9 milhões), p-xileno (US$ 47,3 milhões) e gasóleo — óleo diesel — (US$ 41,8 milhões).
O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac PE, Bernardo Peixoto, avaliou os resultados: 'As exportações pernambucanas apresentam sensibilidade às variações do mercado externo, especialmente em produtos derivados do petróleo e do setor sucroalcooleiro. Mesmo com a retração comparado ao ano passado, a diversificação dos mercados de destino permanece como um fator importante para ampliar oportunidades comerciais e reduzir a exposição às oscilações da demanda internacional'.
O economista Rafael Lima, da Fecomércio-PE, acrescentou: 'O comércio exterior permanece inserido em um cenário internacional de maior incerteza, especialmente diante das mudanças nas relações comerciais entre grandes economias, como Estados Unidos e China. Para Pernambuco, esse ambiente exige atenção, pois alterações nas políticas tarifárias podem afetar segmentos relevantes da pauta exportadora, incluindo cadeias que mantêm os Estados Unidos entre seus mercados de destino'.