Educação

Pesquisa reacende debate sobre idade ideal para aprender inglês no Brasil

Especialista destaca que o aprendizado na infância favorece habilidades cognitivas e sociais e amplia oportunidades futuras

Equipe Corrivus
Publicado em 14/08/2026, às 17h11

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Resumo da matéria

A edição 2025 do estudo EF English Proficiency Index coloca o Brasil na 75ª posição entre 123 países, com nível baixo de proficiência em inglês. Para a psicóloga Luciana Hodges, o aprendizado na infância aproveita o desenvolvimento cerebral e estimula flexibilidade cognitiva, resolução de problemas e comunicação intercultural, competências valorizadas em um mundo globalizado.

Pesquisa reacende debate sobre idade ideal para aprender inglês no Brasil

Aprendizado de um segundo idioma na infância favorece o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, segundo especialista. Crédito: ABA

O Brasil ocupa o 75º lugar no ranking de proficiência em inglês da edição 2025 do estudo EF English Proficiency Index, com nível considerado baixo. O dado reacende o debate sobre a melhor fase para iniciar o aprendizado do idioma.

De acordo com a coordenadora psicopedagógica da ABA Maple Bear, Luciana Hodges, a infância é uma fase estratégica para o aprendizado de um segundo idioma. Nesse período, o cérebro está em desenvolvimento, o que favorece a assimilação de novos sons, estruturas e significados de forma mais natural.

Além do domínio da língua, o contato com o inglês desde cedo estimula habilidades como flexibilidade cognitiva, resolução de problemas e comunicação intercultural. Essas competências são cada vez mais exigidas e valorizadas em um mundo globalizado, impactando a trajetória acadêmica e profissional. "A criança bilíngue cresce com maior capacidade de adaptação e interação com diferentes contextos. Isso impacta diretamente sua trajetória acadêmica e profissional", afirma Luciana, que também é psicóloga e doutora em Psicologia Cognitiva.

Escolas de ensino bilíngue têm apostado na imersão como caminho para tornar o aprendizado mais significativo. Na ABA Maple Bear, o idioma é integrado ao currículo e utilizado como meio de aprendizagem em diferentes áreas do conhecimento, inserido nas rotinas, interações, brincadeiras e projetos escolares.

A proposta coloca o estudante como protagonista, com experiências contextualizadas e foco na resolução de problemas. "As crianças se expressam por múltiplas linguagens (fala, corpo, desenho) e todas são consideradas no processo de aprendizagem, o que fortalece a construção do conhecimento em dois idiomas", explica Luciana. Nesse modelo, as línguas deixam de ser apenas ferramentas de comunicação e passam a atuar como recursos para pensar, aprender e interpretar o mundo, ampliando o repertório cognitivo, cultural e social dos alunos.

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