Olho seco: por que agosto é o mês mais crítico
Baixa umidade e uso de telas podem intensificar sintomas como ardência e sensação de areia nos olhos; veja como se proteger
Resumo da matéria
A baixa umidade do ar, os ventos frios e os ambientes fechados com ar-condicionado típicos de agosto podem acelerar a evaporação das lágrimas e comprometer a lubrificação ocular. A oftalmologista Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), alerta para sintomas como ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos. Para reduzir o desconforto, a recomendação inclui pausas durante o uso de telas, piscar conscientemente, evitar fluxo de ar direto no rosto e manter a hidratação. Sintomas persistentes devem ser avaliados por um oftalmologista.
A oftalmologista Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), orienta sobre cuidados com a saúde ocular no clima seco de agosto. Crédito: Divulgação
Com a chegada dos dias mais secos, os casos de olho seco costumam aumentar em agosto devido à baixa umidade do ar, aos ventos frios e ao uso mais frequente de ambientes fechados com ar-condicionado. Essas condições podem acelerar a evaporação das lágrimas e comprometer a lubrificação da superfície ocular.
Segundo a oftalmologista Catarina Ventura, diretora do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), o clima característico desta época do ano pode favorecer o surgimento ou a piora dos sintomas. "A baixa umidade é um dos principais fatores associados ao problema, já que o ar mais seco pode reduzir a estabilidade da película lacrimal. O vento e o frio também contribuem para o ressecamento direto da superfície dos olhos, podendo provocar sintomas como ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos, coceira e desconforto", disse a médica.
Outro fator de atenção é o uso prolongado de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. Ao manter o olhar fixo nas telas, a tendência é piscar menos, o que diminui a distribuição das lágrimas e pode intensificar o ressecamento ocular.
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto durante o período de baixa umidade. Entre elas está o uso de colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais, sempre com indicação de um médico. Também é importante fazer pausas durante o uso de telas e lembrar de piscar com mais frequência.
"Durante o uso de computador ou celular, é importante fazer pausas e piscar conscientemente com mais frequência, ajudando a manter a superfície ocular lubrificada. No ambiente doméstico ou de trabalho, outra recomendação é evitar que o fluxo de ar-condicionado ou ventilador seja direcionado diretamente para o rosto. A hidratação do organismo também deve ser mantida ao longo do dia, com o consumo adequado de água", acrescentou Catarina.
Embora o olho seco seja comum e possa ser agravado pelas condições climáticas, sintomas persistentes devem ser avaliados por um oftalmologista. O acompanhamento profissional é importante para identificar as causas do problema e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.