Especialista debate clima e produtividade do coqueiro em simpósio de Petrolândia
Jamison Moura dos Santos aborda como fatores ambientais afetam o desempenho do coqueiro
Resumo da matéria
O engenheiro agrônomo e consultor internacional Jamison Moura dos Santos vai apresentar uma palestra sobre como o clima influencia a produtividade do coqueiro no 3º Simpósio de Oportunidades de Negócios na Cultura do Coco, que acontece entre os dias 2 e 4 de setembro, em Petrolândia, no sertão de Pernambuco. Mestre em Fitotecnia pela UFC, com atuação na América Central, Estados Unidos e África, ele vai abordar os efeitos de temperatura, radiação solar, disponibilidade hídrica, umidade e déficit de pressão de vapor sobre o desenvolvimento da planta, além de estratégias de manejo de irrigação e nutrição. O simpósio deve reunir produtores, pesquisadores, consultores e empresas do setor, com o tema 'Casca de coco não é lixo, é lucro!'.
O engenheiro agrônomo Jamison Moura dos Santos será um dos palestrantes do 3º Simpósio de Oportunidades de Negócios na Cultura do Coco. Crédito: Divulgação
Fatores climáticos como temperatura e disponibilidade de água podem definir o quanto um coqueiro produz — e é esse o foco da palestra do engenheiro agrônomo Jamison Moura dos Santos no 3º Simpósio de Oportunidades de Negócios na Cultura do Coco, marcado para os dias 2 a 4 de setembro, em Petrolândia, no sertão de Pernambuco.
Para o especialista, essa relação costuma passar despercebida pelo produtor: “O produtor normalmente concentra sua atenção na adubação e na irrigação, mas é o ambiente que determina como a planta responderá a esse manejo. Compreender a interação entre clima e fisiologia é essencial para produzir mais, com maior eficiência e estabilidade”, destaca o pesquisador.
Um dos pontos centrais da apresentação é a faixa ideal de temperatura para o coqueiro: próxima de 27°C, associada a boa disponibilidade hídrica. Cada planta pode demandar entre 200 e 350 litros de água por dia, variação que depende da idade do coqueiro, do seu potencial produtivo e do clima local.
A palestra parte de uma leitura ecofisiológica da cultura: mostra como temperatura e radiação solar interferem na fotossíntese e no florescimento, enquanto disponibilidade hídrica, umidade do ar e déficit de pressão de vapor (VPD) afetam a transpiração da planta, o pegamento dos frutos e o enchimento dos cocos. Jamison também vai detalhar caminhos práticos de manejo — irrigação, nutrição e fertirrigação — para amenizar os efeitos desses estresses ambientais.
Ventos quentes combinados a baixa umidade do ar tendem a acelerar a transpiração do coqueiro. Já longos períodos de umidade elevada produzem o efeito oposto: reduzem esse fluxo e podem atrapalhar, temporariamente, o transporte de nutrientes como cálcio e boro até os tecidos em crescimento.
Mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Jamison soma experiência como consultor internacional da cultura do coqueiro em países da América Central, além dos Estados Unidos e de nações africanas.
Além da palestra sobre clima, o 3º Simpósio de Oportunidades de Negócios na Cultura do Coco deve reunir produtores, pesquisadores, consultores e empresas do setor em torno de discussões sobre inovação, sustentabilidade e negócios na cadeia do coco. O tema escolhido para esta edição é 'Casca de coco não é lixo, é lucro!'.
Serviço
Data: 2 a 4 de setembro
Local: Petrolândia (PE)
Projeto/programação: 3º Simpósio de Oportunidades de Negócios na Cultura do Coco – tema: "Casca de coco não é lixo, é lucro!"