Olinda adere ao Programa Escola Nacional de Hip Hop e aguarda seleção das escolas contempladas
Iniciativa do MEC usa DJ, MC, breaking e grafite como recursos didáticos e prevê investimento de R$ 50 milhões para 2026-2027
Resumo da matéria
Instituído pela Portaria MEC nº 297, o H2E propõe utilizar os quatro elementos da cultura hip-hop como ferramentas didático-pedagógicas nas redes públicas de ensino. Em Olinda, 18 unidades dos anos finais do ensino fundamental são elegíveis. O programa conta com investimento de R$ 50 milhões para o biênio 2026-2027 e está estruturado em quatro eixos: formação continuada, inovação curricular, agentes de hip hop e recursos financeiros e materiais pedagógicos.
Olinda adere ao Programa Escola Nacional de Hip Hop e amplia políticas de educação inclusiva nas escolas públicas municipais Crédito: Secom Olinda
Instituído pela Portaria MEC nº 297 e lançado em março deste ano, o H2E propõe uma nova abordagem metodológica para as redes públicas de ensino. O programa utiliza os quatro elementos da cultura hip-hop — DJ, MC, breaking e grafite — como ferramentas didático-pedagógicas, com foco na redução da evasão escolar e na melhoria do desempenho acadêmico.
Em Olinda, 18 unidades dos anos finais do ensino fundamental são elegíveis para participar. O técnico de Planejamento e Captação de Recursos da SEDUC, Francisco Oliveira, destaca que a iniciativa conta com investimento de R$ 50 milhões para o biênio 2026-2027. Após a validação pelo MEC, a execução será descentralizada, com apoio técnico e financeiro da União.
O programa está estruturado em quatro eixos. O primeiro é a formação continuada, voltada à capacitação de professores e profissionais da educação para integrar a cultura urbana às práticas pedagógicas. O segundo é a inovação curricular, com desenvolvimento de propostas que aproximem conhecimentos científicos das realidades periféricas e tradicionais, fortalecendo a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica.
O terceiro eixo é o de agentes de hip hop, com atuação de agentes estudantis e territoriais para fortalecer o vínculo entre escola, estudantes e comunidade. O quarto envolve recursos financeiros e materiais pedagógicos, incluindo repasse para aquisição de materiais, contratação de serviços para oficinas culturais e distribuição de equipamentos para a prática dos elementos do hip-hop.
O secretário de Educação de Olinda, Odin Neves, afirma que a adesão reforça o compromisso da gestão com uma educação mais inclusiva. 'É extremamente importante participar de programas como este, que promovem a inclusão e ampliam as oportunidades para estudantes negros, indígenas e de comunidades periféricas, fortalecendo uma educação mais democrática e representativa', destacou.
O programa também tem como objetivo valorizar as pedagogias e culturas do hip-hop e incentivar a formação continuada de professores. As escolas selecionadas passarão a contar com recursos financeiros específicos para o desenvolvimento de projetos artísticos e culturais integrados às disciplinas da educação básica.