Cidadania

Olinda apresentará Carnaval Sustentável e conservação de tartarugas na COP31 em novembro

Município foi selecionado para dois painéis, em 16 e 19 de novembro de 2026, sobre grandes carnavais e conservação dos biomas.

Equipe Corrivus
Publicado em 05/11/2026, às 21h06

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Resumo da matéria

Selecionada para dois painéis da COP31, em novembro de 2026, Olinda apresentará o Programa Carnaval Sustentável e ações de monitoramento e conservação de tartarugas marinhas. O programa combina responsabilidade ambiental e inclusão produtiva e, na edição de 2026, cadastrou 1.164 catadores. Na orla olindense, o videomonitoramento utiliza câmeras e inteligência artificial, em funcionamento 24 horas por dia, para acompanhar a megafauna marinha e contribuir com sua proteção.

Olinda apresentará Carnaval Sustentável e conservação de tartarugas na COP31 em novembro

Olinda apresentará experiências de sustentabilidade e conservação de tartarugas marinhas em dois painéis da COP31. Crédito: Divulgação

Olinda foi selecionada para dois painéis da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em novembro de 2026. O município apresentará o Programa Carnaval Sustentável e as ações de monitoramento e conservação de tartarugas marinhas na orla, duas iniciativas desenvolvidas pela prefeitura nas áreas de sustentabilidade, inclusão social e preservação ambiental.

Na segunda-feira (16), o painel Grandes Carnavais, Grandes Soluções: Cultura, Sustentabilidade e Inclusão Social reunirá representantes das prefeituras de Salvador, Olinda e Bezerros e do Ministério da Cultura, com moderação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Representarão Olinda o secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Guilherme Cabral, e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Gabriela Campelo.

As secretarias municipais de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (SEMAPU) e de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia são parceiras na realização do painel. A proposta é apresentar eventos culturais como espaços de inovação, sustentabilidade, economia circular e inclusão produtiva, conciliando desenvolvimento econômico, valorização cultural e responsabilidade ambiental.

O Programa Carnaval Sustentável reúne responsabilidade ambiental e inclusão produtiva durante a maior festa popular de Olinda. Sua estrutura tem cinco eixos: coleta seletiva, inclusão social dos catadores, empreendedores, pesquisa e captação de recursos. A edição de 2026 ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro e teve conexão com 16 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na operação deste ano, foram cadastrados 1.164 catadores, com movimentação de R$ 192.126,49 em renda. O programa rastreou 79.624,21 quilos de materiais recicláveis, incluindo 40.167,21 kg provenientes da coleta seletiva, 28.416,62 kg de latinhas de alumínio e 264,60 kg de óleo de cozinha. A iniciativa evitou a emissão de 334 toneladas de CO₂, preservou 7,19 milhões de litros de água e economizou 1.707.042 kWh de energia.

O polo de acolhimento no Clube Atlântico funcionou das 7h às 23h, com refeições e espaço de apoio aos catadores durante a jornada de trabalho. Ao todo, o Carnaval Sustentável serviu 4.661 refeições. Nos Chalés do Carmo, o ponto de entrega de materiais recicláveis funcionou 24 horas. Os dois espaços ficam próximos, na Avenida Sigismundo Gonçalves, facilitando o deslocamento dos trabalhadores.

Também foram cadastrados 1.221 vendedores por uma plataforma on-line, com acesso ao Portal do Carnaval. O cadastro contribuiu para organizar e ordenar os pontos de venda nos dias de folia. A operação contou com três carros-pipa, marcação de solo e sistema informatizado de apreensão, com registro fotográfico, emissão de termos e procedimentos de devolução de materiais. O portal ainda disponibilizou um canal de denúncias.

A pesquisa do Carnaval Sustentável coletou informações antes e durante a festa sobre impacto econômico, perfil social dos participantes, satisfação cultural e pegada sustentável do evento. O levantamento contribuiu para avaliar os resultados e orientar o planejamento de futuras edições.

Na quinta-feira (19), Olinda participará do painel Biomas, Clima e Biodiversidade: soluções subnacionais para um Brasil resiliente, também na COP31. O debate abordará o papel dos governos locais na conservação dos biomas e da biodiversidade e as soluções baseadas na natureza para fortalecer a resiliência climática. Nesse encontro, o município apresentará as ações voltadas às tartarugas marinhas da orla olindense.

O videomonitoramento da orla utiliza câmeras e recursos de inteligência artificial em funcionamento 24 horas por dia para acompanhar a presença da megafauna marinha e contribuir com sua proteção. A Praia do Del Chifre é um importante ponto de observação da tartaruga-verde, espécie registrada com maior frequência na região. O litoral pernambucano também integra áreas de desova da tartaruga-de-pente, condição que reforça a importância do monitoramento, da educação ambiental e da conservação da vida marinha.

Entre as ações educativas está De Olho nas Tartarugas, que envolve estudantes da rede municipal na conscientização sobre a preservação do meio ambiente e da megafauna marinha, com observação de tartarugas no habitat natural. A iniciativa foi apresentada em Fernando de Noronha em julho de 2026.

Outra experiência é o projeto De Férias com as Tartarugas, realizado pela SEMAPU em parceria com o Comitê de Monitoramento e Conservação da Megafauna Marinha (CMCM²). Nos dias 21, 22 e 23 de julho de 2026, o projeto levou 70 crianças de 6 a 12 anos à Praia do Del Chifre para atividades educativas e de aproximação com a natureza. O comitê foi criado em 8 de julho de 2025, pela Portaria SEMAPU nº 012/2025.

A procura pelo projeto superou as expectativas, com 105 inscrições na lista de espera, além de repercussão e cobertura na mídia local. Segundo Guilherme Cabral, a demanda demonstrou a importância da iniciativa e motivou o secretário e sua equipe a ampliar a programação para atender mais famílias.

Cabral considera a experiência prática na natureza fundamental para aproximar as novas gerações das questões ambientais. Na avaliação do secretário, as crianças aprendem mais ao vivenciar a natureza do que apenas em sala de aula, com estímulo à curiosidade e à consciência de preservação.

As experiências de Olinda articulam políticas públicas, participação comunitária e soluções para desafios ambientais.

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