Cidadania

Entrega de 10.800 itens ao IMIP é formalizada após visita ao Presídio de Itaquitinga 1

Camisas, tênis, bolsas e sombrinhas estão entre os materiais entregues à instituição.

Equipe Corrivus
Publicado em 05/11/2026, às 19h08

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Resumo da matéria

A Seap/PE, em parceria com a Receita Federal, realizou visita ao Presídio de Itaquitinga 1, onde pessoas privadas de liberdade descaracterizam bens apreendidos pelo órgão federal. Após a visita, a comitiva formalizou a entrega de 10.800 itens ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). Ainda em 2026, está prevista a entrega de itens a 22 unidades prisionais de Pernambuco e a outras 30 instituições.

Entrega de 10.800 itens ao IMIP é formalizada após visita ao Presídio de Itaquitinga 1

Pessoas privadas de liberdade descaracterizam bens apreendidos pela Receita Federal no Presídio de Itaquitinga 1. Crédito: Cauã Henrique/Seap

Uma comitiva formalizou a entrega de 10.800 itens ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) após uma visita ao Presídio de Itaquitinga 1 (PIT1), na Mata Norte de Pernambuco. A entrega incluiu camisas, tênis, bolsas, sombrinhas e outros artigos.

A visita à unidade prisional foi realizada na quarta-feira (04/11) pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap/PE), em parceria com a Receita Federal. A atividade integrou a programação do Programa Receita Cidadã e contou com 20 servidores do órgão federal, que conheceram as atividades do presídio e o processo de descaracterização dos materiais.

No PIT1, pessoas privadas de liberdade realizam a descaracterização de bens apreendidos pela Receita Federal. Esse trabalho é o objetivo da parceria entre a secretaria e o órgão federal. Ainda em 2026, está prevista a entrega de itens a 22 unidades prisionais de Pernambuco e a outras 30 instituições.

Para a superintendente da Receita Federal do Brasil na 4ª Região Fiscal, Myrelle dos Santos Moreira Miranda, a iniciativa beneficia todos os envolvidos. Ela avalia que os apenados aprendem um ofício, trabalham e reconstroem suas histórias, enquanto a Receita Federal dá destinação social a mercadorias que antes seriam destruídas e a sociedade recebe os benefícios desse trabalho.

O superintendente de Trabalho e Ressocialização da Seap, Alexandre Guimarães, considera que a iniciativa oferece trabalho, qualifica os participantes do projeto e contribui para o aproveitamento responsável do material, além de beneficiar diretamente instituições e pessoas que precisam de apoio. Na avaliação dele, a parceria pode transformar vidas e gerar benefícios para toda a sociedade.

José Carlos, coordenador geral de Cidadania Fiscal, relatou que uma mudança de mentalidade, ocorrida há alguns anos, levou ao início da busca por parceiros para transformar as mercadorias apreendidas, indo além do reaproveitamento. Segundo ele, as visitas às unidades prisionais permitem identificar capacitação profissional, oportunidades de aprender uma profissão e contribuições para a redução da pena e a ressocialização.

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