Saúde

Olhando para o Futuro já entregou 1.456 óculos na rede municipal de Maringá

Programa atende 53 escolas municipais e, desde seu início, já prestou atendimento a mais de 700 crianças.

Equipe Corrivus
Publicado em 23/10/2026, às 22h31

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Resumo da matéria

Desenvolvido pela Prefeitura de Maringá por meio das secretarias de Educação e Saúde, o Olhando para o Futuro já entregou 1.456 óculos a estudantes da rede municipal. O programa atende 53 escolas municipais e, desde seu início, atendeu mais de 700 crianças. Além de avaliar a necessidade de óculos, os exames podem identificar sinais de até sete doenças oculares.

Olhando para o Futuro já entregou 1.456 óculos na rede municipal de Maringá

A Escola Dr. Helenton Borba Cortes recebeu uma entrega de 85 óculos para estudantes da unidade. Crédito: Ricardo Lopes/Prefeitura de Maringá

O programa Olhando para o Futuro, desenvolvido pela Prefeitura de Maringá por meio das secretarias de Educação e Saúde, já entregou 1.456 óculos a estudantes da rede municipal. Iniciada neste ano e inédita na cidade, a iniciativa atende 53 escolas municipais.

Desde o início do programa, mais de 700 crianças receberam atendimento e foram identificadas mais de 1,2 mil ocorrências além da necessidade de correção visual. Os exames avaliam a necessidade de óculos e podem identificar sinais de até sete doenças oculares. Entre os casos identificados estão daltonismo, glaucoma e outras alterações que precisam de avaliação médica.

O secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, explica que a iniciativa identifica situações que podem passar despercebidas no cotidiano das crianças. Segundo ele, o diagnóstico e o encaminhamento adequados permitem garantir o cuidado necessário, inclusive com acompanhamento especializado.

Na Escola Dr. Helenton Borba Cortes, foram entregues 85 óculos a estudantes da unidade. Daniel, que tem autismo, integrou o grupo e, animado, foi o primeiro a colocar os óculos.

A mãe dele, Rafaela da Silva, enfrentava dificuldades para encontrar tempo para levar o filho a consultas médicas. O atendimento na escola e a entrega dos óculos tornaram o acesso ao cuidado mais prático para a família.

Rafaela relata que se identifica como mãe atípica e considera necessário um cuidado adicional em algumas situações. Segundo ela, o atendimento na escola facilitou a rotina porque Daniel conhece o ambiente e se sente mais seguro nele, o que também a deixou mais tranquila. A mãe destacou a importância do acesso facilitado diante da correria diária e agradeceu pelo cuidado com o filho.

A secretária de Educação, Adriana Palmieri, avalia que a atenção à saúde dos estudantes contribui para as condições de aprendizagem e o desenvolvimento escolar. Ela explica que o atendimento dentro da escola alcança as crianças em um ambiente de sua rotina e facilita às famílias tanto o acesso aos serviços quanto o acompanhamento dos cuidados necessários.

A primeira-dama e presidente do Pra Somar, Bernadete Barros, ressalta que as crianças nem sempre conseguem comunicar dificuldades visuais ou explicar o que sentem. Segundo ela, os sinais podem incluir dificuldade para acompanhar atividades escolares, aproximação excessiva dos objetos e mudanças de comportamento. Bernadete orienta os pais a observar os filhos e buscar orientação e avaliação ao perceber diferenças.

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