Saúde

Maringá recebe 758 testes de DNA-HPV para rastrear câncer do colo do útero

Fornecidos pelo Ministério da Saúde, os testes começarão a ser utilizados nas unidades após a capacitação dos profissionais.

Equipe Corrivus
Publicado em 23/10/2026, às 22h32

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Resumo da matéria

Profissionais das UBSs de Maringá participaram, nesta sexta-feira, 23, de capacitação para implantar o teste molecular de DNA-HPV. O município recebeu, até o momento, 758 testes do Ministério da Saúde, que começarão a ser utilizados após a capacitação. A tecnologia substituirá gradualmente o Papanicolau como principal método de rastreamento do câncer do colo do útero. O exame tradicional continuará sendo realizado, com função complementar.

Maringá recebe 758 testes de DNA-HPV para rastrear câncer do colo do útero

O teste molecular de DNA-HPV substituirá gradualmente o Papanicolau como principal método de rastreamento do câncer do colo do útero. Crédito: Ester Bello/Prefeitura de Maringá

Maringá recebeu 758 testes moleculares de DNA-HPV do Ministério da Saúde e começará a utilizá-los nas unidades após a capacitação das equipes. Dezenas de profissionais das UBSs do município participaram do treinamento nesta sexta-feira, 23, no Auditório Hélio Moreira, com turmas nos períodos da manhã e da tarde.

A nova tecnologia substituirá gradualmente o Papanicolau como principal método de rastreamento do câncer do colo do útero. O teste molecular identifica 14 tipos de HPV de alto risco associados ao desenvolvimento da doença e detecta o vírus antes do surgimento de alterações nas células.

O Papanicolau, que detecta alterações celulares, continuará sendo realizado com função complementar. Ele será indicado em situações específicas, como a investigação de determinados resultados positivos para HPV.

O rastreamento terá como prioridade mulheres entre 30 e 49 anos que nunca fizeram o exame ou estão com o preventivo em atraso. Quando o resultado do teste molecular for negativo, o intervalo para a próxima avaliação poderá chegar a cinco anos.

A coleta de material seguirá sendo feita preferencialmente por profissionais de saúde. A autocoleta será uma alternativa para mulheres que enfrentam dificuldades de acesso ou resistência ao procedimento convencional.

Uma das palestrantes da capacitação, Márcia Consolaro, professora de citologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), explicou que o teste molecular é mais sensível e permite um acompanhamento organizado das pacientes, com convocações periódicas para exames. Segundo ela, o método identifica o HPV de alto risco antes do desenvolvimento de alterações celulares, enquanto o Papanicolau identifica células já alteradas.

Márcia, que participou da elaboração das novas diretrizes nacionais de rastreamento do câncer do colo do útero, considera o teste molecular uma grande evolução. A professora também destacou a contribuição de Maringá para o avanço do rastreamento. Desde 2013, o município participa de estudos sobre autocoleta que ajudaram a desenvolver novas estratégias de prevenção.

Para o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a capacitação das equipes é essencial para garantir a implantação gradual do novo exame e ampliar o acesso à prevenção em Maringá. Ele avaliou que a chegada do teste molecular representa um avanço na prevenção do câncer do colo do útero e afirmou que, com profissionais capacitados, será possível ampliar o acesso ao rastreamento, orientar melhor as pacientes e fortalecer o acompanhamento na atenção básica.

A enfermeira Gabriela Blinda, da UBS Parigot de Souza, avaliou que a capacitação oferece mais segurança aos profissionais e fortalece a orientação às pacientes. A expectativa dela é que as equipes consigam identificar riscos mais cedo e orientar melhor as mulheres sobre a importância da prevenção.

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