Pará realiza 1º cateterismo cardíaco regulado pelo SUS no Araguaia
Procedimento ocorreu na quarta-feira (21), no Hospital Santa Mônica, em Redenção, em paciente de 62 anos de São Félix do Xingu.
Resumo da matéria
O Governo do Pará, por meio da Sespa, realizou na quarta-feira (21) o primeiro cateterismo cardíaco regulado pelo SUS na Região de Integração do Araguaia. O procedimento ocorreu no Hospital Santa Mônica, em Redenção, após formalização de contrato entre o Estado e a unidade privada. Encaminhado pela Regulação Estadual, o primeiro beneficiado foi um paciente de 62 anos, morador de São Félix do Xingu, que permaneceu sob acompanhamento durante a recuperação.
Paciente de 62 anos, morador de São Félix do Xingu, foi o primeiro beneficiado pelo cateterismo regulado pelo SUS no Araguaia. Crédito: Divulgação/Ag. Pará
O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizou na quarta-feira (21) o primeiro cateterismo cardíaco regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Região de Integração do Araguaia, no sudeste paraense. O procedimento ocorreu no Hospital Santa Mônica, em Redenção, e beneficiou um paciente de 62 anos, morador de São Félix do Xingu.
O atendimento foi realizado após a formalização de contrato entre o Estado e a unidade hospitalar privada para a oferta de serviços de hemodinâmica. Encaminhado pela Regulação Estadual, gerenciada pela Sespa, o paciente passou por avaliações iniciais, realizou o cateterismo e permaneceu sob acompanhamento da equipe de saúde durante a recuperação.
Com o serviço em Redenção, ele pôde fazer o procedimento na própria região onde reside, sem precisar se deslocar a centros de referência mais distantes, como Belém ou Marabá. O contrato permite o atendimento especializado na região aos pacientes encaminhados pela Regulação Estadual, reduzindo a necessidade de transferências para hospitais de referência em outros municípios.
Os procedimentos contemplados pelo contrato entre a Sespa e o Hospital Santa Mônica são gratuitos pelo SUS para pacientes encaminhados pela Regulação Estadual. O acesso depende da avaliação das necessidades do paciente e dos fluxos de regulação da rede pública de saúde.
Por meio do IntraCor, o Hospital Santa Mônica dispõe de estrutura de hemodinâmica, equipe especializada e suporte hospitalar desde a avaliação inicial até a recuperação, incluindo assistência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando necessária. O cirurgião-geral e diretor do hospital, Cláudio Santana, explicou que o atendimento não se limita ao exame e abrange suporte em todas essas etapas.
Segundo Santana, antes da disponibilidade do serviço em Redenção, muitos pacientes precisavam aguardar vaga e percorrer centenas de quilômetros para realizar o procedimento. Na avaliação do diretor, a estrutura aproxima o atendimento especializado da população e, nas doenças cardiovasculares, a redução da espera e dos deslocamentos favorece conforto, segurança, agilidade e proximidade da família.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, avaliou positivamente a chegada de serviços especializados para mais perto dos pacientes. Ele destacou que o primeiro beneficiado, de São Félix do Xingu, recebeu atendimento na própria região, próximo da família. O secretário também considerou os investimentos em unidades de saúde e a contratação de serviços especializados privados fundamentais para ampliar o acesso à alta complexidade e evitar longos deslocamentos até Belém ou Marabá.
A oferta de hemodinâmica na Região do Araguaia amplia a capacidade de assistência a pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), condição que exige avaliação e atendimento médico rápidos. A descentralização contribui para diminuir a espera e os deslocamentos prolongados na assistência a pessoas com doenças cardiovasculares. A medida busca ainda melhorar a utilização dos leitos hospitalares e reduzir riscos de complicações e sequelas decorrentes de quadros graves.
A ampliação de serviços especializados no interior e a contratualização de alta complexidade são estratégias adotadas pelo Governo do Pará para fortalecer a rede estadual e ampliar o acesso à assistência especializada. As parcerias com unidades privadas ampliam a capacidade de atendimento da rede pública e aproximam os serviços dos municípios onde vivem os pacientes.
O Estado também mantém contratos com outras unidades hospitalares privadas para ampliar serviços e leitos em diferentes regiões. Entre elas estão a Unimed Oeste do Pará, em Santarém, o Hospital Marilac, em Cametá, e a Santa Casa de Óbidos.