Saúde

Belém disponibiliza insulina glargina na rede municipal de saúde

Iniciativa contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/10/2026, às 20h47

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Belém já oferece insulina glargina na rede municipal por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A oferta integra o programa do Ministério da Saúde de transição da NPH para a glargina e contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do ministério. A Sesma orienta que os pacientes não iniciem, interrompam ou modifiquem o tratamento por conta própria.

Belém disponibiliza insulina glargina na rede municipal de saúde

Oferta de insulina glargina em Belém contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde. Crédito: Sesma

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), já disponibiliza insulina glargina na rede municipal de saúde. A iniciativa contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde (MS) e integra o programa da pasta de transição da insulina NPH para a insulina análoga glargina.

A distribuição inicial é de cerca de 5 mil refis às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), destinados ao público elegível à transição. A quantidade dispensada a cada paciente varia conforme a prescrição médica e as necessidades individuais do tratamento.

Nas UBSs, o acesso contempla crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme os critérios do Ministério da Saúde. Esses pacientes devem procurar a UBS mais próxima para avaliação da equipe responsável.

Pacientes de outras faixas etárias devem procurar o protocolo da Sesma, na avenida Governador José Malcher, nº 2821, no bairro de São Brás. O atendimento segue o fluxo estabelecido pela Secretaria.

Os novos pacientes devem apresentar prescrição médica com validade de seis meses; laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID), com validade de 12 meses; documento pessoal de identificação; comprovante de residência no nome do beneficiário; e Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).

A glargina tem ação prolongada, com cobertura que pode chegar a aproximadamente 24 horas, e geralmente requer uma aplicação diária, conforme prescrição médica. Já a insulina NPH tem ação intermediária e pode exigir mais de uma aplicação ao dia, dependendo do tratamento prescrito. A apresentação da glargina em canetas aplicadoras pode facilitar o manuseio e a administração na rotina dos pacientes.

A escolha do medicamento considera as necessidades clínicas de cada paciente, e qualquer mudança deve ser orientada e acompanhada por profissionais de saúde. A Sesma recomenda que os pacientes não iniciem, interrompam ou modifiquem o tratamento por conta própria e utilizem a insulina conforme a prescrição médica, com acompanhamento da equipe de saúde, para garantir segurança e continuidade do cuidado.

Coordenadora da Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da Sesma, Elaine Suana considera a oferta da glargina um avanço no cuidado das pessoas com diabetes. Segundo ela, a disponibilização do medicamento na rede municipal é inédita na Atenção Primária à Saúde de Belém. A coordenadora afirma que ela e sua equipe trabalham para garantir o acesso aos pacientes enquadrados nos critérios do Ministério da Saúde, contribuindo para a continuidade do tratamento e para uma melhor qualidade de vida.

Belém possui aproximadamente 57.248 pacientes com diabetes cadastrados no sistema e-SUS na Atenção Primária à Saúde. Parte deles recebe acompanhamento pelo Programa Hiperdia nas unidades municipais, com tratamentos que incluem medicamentos orais e insulinoterapia.

A iniciativa busca ampliar as opções terapêuticas na rede municipal e qualificar o atendimento às pessoas com diabetes, com orientação profissional e acesso ao medicamento conforme os critérios do Ministério da Saúde. Cada refil de insulina glargina custa, em média, R$ 62,39 no comércio, e a oferta proporciona economia aos pacientes que dependem do medicamento.

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