Belém disponibiliza insulina glargina na rede municipal de saúde
Iniciativa contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde.
Resumo da matéria
A Prefeitura de Belém já oferece insulina glargina na rede municipal por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A oferta integra o programa do Ministério da Saúde de transição da NPH para a glargina e contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do ministério. A Sesma orienta que os pacientes não iniciem, interrompam ou modifiquem o tratamento por conta própria.
Oferta de insulina glargina em Belém contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde. Crédito: Sesma
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), já disponibiliza insulina glargina na rede municipal de saúde. A iniciativa contempla inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde (MS) e integra o programa da pasta de transição da insulina NPH para a insulina análoga glargina.
A distribuição inicial é de cerca de 5 mil refis às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), destinados ao público elegível à transição. A quantidade dispensada a cada paciente varia conforme a prescrição médica e as necessidades individuais do tratamento.
Nas UBSs, o acesso contempla crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme os critérios do Ministério da Saúde. Esses pacientes devem procurar a UBS mais próxima para avaliação da equipe responsável.
Pacientes de outras faixas etárias devem procurar o protocolo da Sesma, na avenida Governador José Malcher, nº 2821, no bairro de São Brás. O atendimento segue o fluxo estabelecido pela Secretaria.
Os novos pacientes devem apresentar prescrição médica com validade de seis meses; laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID), com validade de 12 meses; documento pessoal de identificação; comprovante de residência no nome do beneficiário; e Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).
A glargina tem ação prolongada, com cobertura que pode chegar a aproximadamente 24 horas, e geralmente requer uma aplicação diária, conforme prescrição médica. Já a insulina NPH tem ação intermediária e pode exigir mais de uma aplicação ao dia, dependendo do tratamento prescrito. A apresentação da glargina em canetas aplicadoras pode facilitar o manuseio e a administração na rotina dos pacientes.
A escolha do medicamento considera as necessidades clínicas de cada paciente, e qualquer mudança deve ser orientada e acompanhada por profissionais de saúde. A Sesma recomenda que os pacientes não iniciem, interrompam ou modifiquem o tratamento por conta própria e utilizem a insulina conforme a prescrição médica, com acompanhamento da equipe de saúde, para garantir segurança e continuidade do cuidado.
Coordenadora da Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da Sesma, Elaine Suana considera a oferta da glargina um avanço no cuidado das pessoas com diabetes. Segundo ela, a disponibilização do medicamento na rede municipal é inédita na Atenção Primária à Saúde de Belém. A coordenadora afirma que ela e sua equipe trabalham para garantir o acesso aos pacientes enquadrados nos critérios do Ministério da Saúde, contribuindo para a continuidade do tratamento e para uma melhor qualidade de vida.
Belém possui aproximadamente 57.248 pacientes com diabetes cadastrados no sistema e-SUS na Atenção Primária à Saúde. Parte deles recebe acompanhamento pelo Programa Hiperdia nas unidades municipais, com tratamentos que incluem medicamentos orais e insulinoterapia.
A iniciativa busca ampliar as opções terapêuticas na rede municipal e qualificar o atendimento às pessoas com diabetes, com orientação profissional e acesso ao medicamento conforme os critérios do Ministério da Saúde. Cada refil de insulina glargina custa, em média, R$ 62,39 no comércio, e a oferta proporciona economia aos pacientes que dependem do medicamento.