Pará investe R$ 6,2 milhões em equipamentos para a Polícia Científica
Com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, aquisição fortalecerá os laboratórios de Química Forense e Toxicologia Forense.
Resumo da matéria
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) adquiriu equipamentos para a Polícia Científica do Pará, com investimento de R$ 6.212.400,00 do governo estadual e recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Destinadas à Coordenação de Laboratório, as tecnologias fortalecerão a Química e a Toxicologia Forense. Entre elas, o MEV-EDS permitirá implantar perícia para constatação de resíduos de disparo de arma de fogo.
Equipamentos adquiridos pela Segup fortalecerão as análises de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica do Pará. Crédito: Amanda Monteiro/Ag. Pará
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) adquiriu equipamentos de alta tecnologia para a Polícia Científica do Pará (PCIPA), com investimento de R$ 6.212.400,00 do governo do Estado e recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Destinados à Coordenação de Laboratório da instituição, os aparelhos modernizam a estrutura técnico-científica da perícia oficial paraense e fortalecerão as áreas de Química Forense e Toxicologia Forense.
A aquisição inclui dois Sistemas de Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS/MS), um Sistema de Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas (LC-MS/MS), um Sistema de Cromatografia Gasosa com Detector por Ionização em Chama (GC-FID) e um Microscópio Eletrônico de Varredura com Espectroscopia por Dispersão de Energia (MEV-EDS).
Com elevada sensibilidade, seletividade e precisão, os equipamentos permitirão ampliar a identificação, a confirmação e a quantificação de substâncias de interesse forense. O avanço terá impacto direto na produção de laudos que subsidiam investigações e processos conduzidos por órgãos do sistema de Segurança Pública e Justiça, como Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Poder Judiciário. Entre as ocorrências abrangidas estão homicídios, feminicídios, tráfico de drogas e delitos de trânsito.
Na Toxicologia Forense, as novas tecnologias possibilitarão aprimorar a identificação e a quantificação de drogas de abuso, fármacos, substâncias tóxicas e seus metabólitos em vestígios biológicos de pessoas vivas e post mortem.
Na Química Forense, os aparelhos serão empregados em perícias de identificação de entorpecentes, incluindo novas substâncias psicoativas, além de substâncias sujeitas a controle especial e insumos químicos relacionados à produção de drogas. Também serão utilizados na identificação de álcool em bebidas, medicamentos, substâncias inflamáveis ou voláteis e em outras demandas de interesse forense. O sistema GC-FID reforçará a capacidade laboratorial nas perícias de determinação de álcool.
O MEV-EDS permitirá à PCIPA implantar a perícia para constatação de resíduos de disparo de arma de fogo. A análise utilizará simultaneamente as características morfológicas e a composição química das partículas para diferenciar resíduos de disparos daqueles provenientes de fontes ambientais ou ocupacionais, aumentando a confiabilidade dos resultados.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, avaliou que o investimento integra tecnologia e inteligência à política de Segurança Pública, contribuindo para investigações mais qualificadas e para a responsabilização de autores de crimes. Segundo ele, os novos equipamentos dão à perícia recursos mais avançados para analisar substâncias, identificar vestígios e produzir informações que fortalecem o trabalho investigativo.
Anselmo também afirmou que a modernização dos laboratórios forenses amplia a capacidade do Estado de esclarecer crimes com evidências técnicas e científicas.
Para o diretor-geral da Polícia Científica do Pará, Celso Mascarenhas, o investimento demonstra o compromisso do governo do Pará com o fortalecimento da perícia oficial e a modernização da segurança pública. Ele explicou que o governo investe em tecnologia para melhorar as condições de trabalho dos peritos e qualificar as respostas técnico-científicas à sociedade.
Mascarenhas afirmou ainda que a expectativa é de que os equipamentos ampliem a capacidade pericial, contribuindo diretamente para as investigações e para a atuação do sistema de Justiça.