SES-MS apresenta planejamento de vacinação na fronteira com 21 municípios
Planejamento reúne 12 municípios relacionados à pactuação binacional e outros nove propostos para inclusão.
Resumo da matéria
A Vigilância em Saúde da SES-MS apresentou o cenário vacinal na Oficina Binacional de Vacinação Brasil–Paraguai, realizada no final de outubro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O planejamento reúne 21 municípios sul-mato-grossenses: 12 relacionados à pactuação binacional e nove propostos para inclusão. Representantes dos dois países discutiram o alinhamento dos programas de imunização e a construção de estratégias conjuntas para os territórios fronteiriços.
Planejamento apresentado pela SES-MS reúne 12 municípios ligados à pactuação binacional e nove propostos para inclusão. Crédito: Bruno Rezende/Governo MS
A Vigilância em Saúde da SES-MS apresentou um planejamento de vacinação que reúne 21 municípios de Mato Grosso do Sul na Oficina Binacional de Vacinação Brasil–Paraguai, realizada no final de outubro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A proposta contempla 12 municípios relacionados à pactuação binacional e outros nove indicados para inclusão, com foco nas regiões Sul Fronteira e Pantanal.
Representantes do Brasil e do Paraguai se reuniram para alinhar programas de imunizações e construir estratégias conjuntas. A programação abordou a pactuação e a operacionalização de planos de ação, incluindo a definição de responsabilidades, cronogramas, indicadores, metas e mecanismos de articulação entre os dois países.
Os 12 municípios sul-mato-grossenses relacionados à pactuação binacional são Corumbá, Porto Murtinho, Bela Vista, Amambai, Aral Moreira, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos, Mundo Novo, Eldorado, Iguatemi e Tacuru. A ampliação proposta prevê a inclusão de Ladário, Miranda, Juti, Japorã, Dourados, Antônio João, Itaquiraí, Naviraí e Sete Quedas.
O cenário apresentado pela Vigilância em Saúde da SES-MS inclui dados do Painel DEMAS, do Ministério da Saúde. No levantamento de agosto de 2026, Mato Grosso do Sul apresentava cobertura de 91,5% para a primeira dose da tríplice viral, 85% para poliomielite e 83,1% para a pentavalente. Os indicadores de 2026 apontam oportunidades de ampliação da vacinação nas regiões de fronteira, enquanto o levantamento evidencia diferenças entre municípios e a importância de estratégias específicas para esses territórios.
Em 2025, o estado registrou cobertura vacinal de 100,4% para BCG, 98,4% para pneumocócica 10-valente e 101,1% para hepatite B em menores de 30 dias. Esses percentuais são indicadores de acompanhamento e não significam necessariamente que toda a população esteja imunizada. As coberturas podem ultrapassar 100% em razão de diferenças entre o número de doses aplicadas e a população estimada para determinado público-alvo.
Para a secretária adjunta da SES-MS, Crhistinne Maymone, o encontro possibilitou a troca de experiências, a identificação de semelhanças e diferenças entre os programas de vacinação e a discussão dos principais desafios nos territórios de divisa entre Brasil e Paraguai.
Ela explicou que os participantes constroem estratégias de comunicação, mobilização da população e fortalecimento da imunização a partir do diagnóstico das realidades locais. Segundo a secretária adjunta, a iniciativa busca transformar as experiências compartilhadas em medidas articuladas conforme as necessidades das comunidades fronteiriças.
Crhistinne também avaliou que a organização das medidas é uma etapa importante para estruturar a cooperação entre os dois países e orientar a implementação das estratégias discutidas. A integração entre os serviços de saúde brasileiros e paraguaios nas regiões de fronteira pode ampliar o alcance das ações e contribuir para uma proteção mais abrangente das populações. A iniciativa reforça a importância da cooperação binacional para compartilhar informações, alinhar estratégias e fortalecer a vigilância e a vacinação.
A oficina reuniu representantes dos Ministérios da Saúde do Brasil e do Paraguai, da OPAS, das Secretarias de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e do Paraná e de municípios fronteiriços. Participaram representantes de Ponta Porã, Mundo Novo e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e de Foz do Iguaçu, no Paraná, além de Sandro Terabe, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).