O que fazer

OSBA toca Mahler e Tchaikovsky na Série Jorge Amado em Salvador em 6 de novembro

Concerto será às 20h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, com Cristian Budu ao piano e Irma Ferreira como soprano.

Equipe Corrivus
Publicado em 27/10/2026, às 11h41

Compartilhar:
Resumo da matéria

A Orquestra Sinfônica da Bahia apresentará a Série Jorge Amado em 6 de novembro de 2026, às 20h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, em Salvador. Carlos Prazeres regerá o concerto, com Cristian Budu ao piano e a soprano Irma Ferreira. O programa reunirá a Sinfonia nº 4 de Mahler e o Concerto para Piano nº 1 de Tchaikovsky. As vendas começarão em 27 de outubro, na bilheteria e na Sympla.

OSBA toca Mahler e Tchaikovsky na Série Jorge Amado em Salvador em 6 de novembro

Concerto da Série Jorge Amado, da OSBA, reunirá obras de Mahler e Tchaikovsky no Teatro Castro Alves. Crédito: Fernando Gomes/Osba

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) apresentará obras de Gustav Mahler e Piotr Ilitch Tchaikovsky em uma edição da Série Jorge Amado no dia 6 de novembro de 2026, sexta-feira, às 20h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. Sob a regência de Carlos Prazeres, o concerto terá como convidados o pianista Cristian Budu e a soprano Irma Ferreira.

Os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira, 27 de outubro, simultaneamente na bilheteria física do Teatro Castro Alves, no Campo Grande, em Salvador, e pela plataforma Sympla. No Setor I, custam R$ 40,00 a inteira e R$ 20,00 a meia; no Setor II, R$ 30,00 e R$ 15,00, respectivamente; e, no Setor III, R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia.

O eixo central do programa será a Sinfonia nº 4 em Sol Maior, do compositor tcheco-austríaco Gustav Mahler, com participação de Irma Ferreira. A obra percorre diferentes estados emocionais, das referências à infância à representação de um universo celestial. Para Carlos Prazeres, maestro e diretor artístico da OSBA, a descoberta da psique interior orienta o concerto. Ele descreve o percurso de Mahler pela infância e por questões psicológicas profundas até chegar ao encantamento e à reconexão.

Em sua terceira apresentação com a OSBA, a soprano soteropolitana considera o encontro com Mahler uma nova possibilidade em sua trajetória. Irma destaca a dimensão poética da sinfonia e o convite do quarto movimento ao encantamento, à imaginação e à delicadeza. Segundo a cantora, interpretá-lo exige sensibilidade e liberdade para construir uma narrativa musical que vá além da técnica.

Irma também avalia como especial a oportunidade de se apresentar com a OSBA pelo papel da Orquestra na construção da identidade musical baiana. Ela relata que esses encontros lhe permitem transitar por universos musicais distintos e reafirmar a potência da música de concerto em diálogo com referências culturais diversas. Para a soprano, cada apresentação é uma oportunidade de afirmar sua voz, sua presença e sua identidade artística.

Mestre em performance musical e doutoranda em Música pela UFBA, Irma integra o elenco fixo do Núcleo de Ópera da Bahia. Sua atuação abrange produções líricas tradicionais e contemporâneas, entre elas Ópera dos Terreiros e Amor Azul. A cantora já se apresentou com importantes orquestras e em palcos da França, Alemanha, Portugal, Itália e de diversas regiões do Brasil.

A outra obra do programa será o Concerto para Piano nº 1 em Si bemol menor, Op. 23, do russo Piotr Ilitch Tchaikovsky, com Cristian Budu como solista. A composição explora o diálogo entre piano e orquestra, com expressividade e virtuosismo. Na avaliação do pianista, a peça percorre estados emocionais que arrebatam o ouvinte e exige do intérprete seus limites técnico-musicais.

Budu relata sentir alegria, honra e inspiração ao interpretar a obra com a OSBA, grupo que admira, e com Carlos Prazeres, por quem tem afeto. O pianista afirma ter aprendido muito com o maestro e com seu trabalho na Bahia à frente da Orquestra. Também valoriza a riqueza cultural em que o grupo está inserido, diz sentir-se em casa e manifesta o desejo de expressar esse afeto por meio da música.

Paulista de ascendência romena, Budu é formado pela Universidade de São Paulo e tem mestrado pelo New England Conservatory. Vencedor do Concurso Internacional Clara Haskil, teve suas gravações de Beethoven e Chopin reconhecidas pela revista Gramophone, que destacou seus 24 Prelúdios entre as grandes gravações de Chopin. Ele também idealizou o Pianosofia, projeto voltado à valorização de músicos locais e à democratização da música clássica.

Diretor artístico e regente titular da OSBA desde 2011, Carlos Prazeres é graduado em oboé pela UNI-Rio e se especializou na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim, sob orientação de Andreas Wittmann. Foi regente assistente de Isaac Karabtchevsky na Orquestra Petrobras Sinfônica por oito anos e esteve à frente da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas entre 2022 e 2026. Sua trajetória inclui ainda a regência de importantes conjuntos internacionais.

Realizada às sextas-feiras na Sala Principal do Teatro Castro Alves, a Série Jorge Amado celebra a memória, a identidade cultural e a obra do escritor baiano. A proposta reúne artistas brasileiros e internacionais na Bahia e apresenta grandes obras da música de concerto tanto ao público já iniciado quanto a quem deseja conhecer esse universo.

Com 44 anos de história, a OSBA é um corpo artístico do Teatro Castro Alves. Desde a consolidação de seu processo de publicização, em abril de 2017, sua gestão é realizada pela Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social (OS). A Orquestra permanece como corpo artístico público, mantido com recursos diretos do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Compartilhar: