Educação

Nove escolas de São Cristóvão são premiadas no Escola Sem Violência – Edição 2026

Unidades municipais foram contempladas com selos Ouro e Prata por ações contra a violência que atinge meninas e mulheres no ambiente escolar.

Equipe Corrivus
Publicado em 05/11/2026, às 18h12

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Resumo da matéria

Nove escolas da rede municipal de São Cristóvão foram contempladas com selos Ouro e Prata na premiação Escola Sem Violência – Edição 2026, promovida pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE). O reconhecimento destaca ações de prevenção e enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar. O resultado foi divulgado por edital nesta semana, e a entrega dos selos está prevista para 1º de dezembro.

Nove escolas de São Cristóvão são premiadas no Escola Sem Violência – Edição 2026

Premiação do MPSE reconhece ações escolares de prevenção e enfrentamento à violência contra meninas e mulheres. Crédito: Heitor Xavier

Nove escolas da rede municipal de ensino de São Cristóvão foram contempladas com os selos Ouro e Prata da premiação Escola Sem Violência – Edição 2026, promovida pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE). O resultado foi divulgado por edital nesta semana, e a cerimônia de entrega dos selos está prevista para o dia 1º de dezembro.

A premiação reconhece instituições que desenvolvem ações de prevenção e enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar. Os selos distinguem o trabalho das escolas em educação em direitos humanos, igualdade de gênero e disseminação de informações sobre a Lei Maria da Penha.

Durante todo o ano letivo, as escolas promovem diálogos sobre respeito, cidadania e prevenção da violência desde a infância. Segundo Dayane Reis, gestora da EMEF Cleodice Araújo da Cruz, contemplada com o selo Ouro, as iniciativas nas escolas municipais incluem rodas de conversa, atividades pedagógicas, apresentações culturais e palestras com profissionais de diferentes áreas. Ela relatou que as ações envolvem alunos, familiares e toda a comunidade escolar, fortalecendo a conscientização sobre as formas de violência e os caminhos para enfrentá-las.

Na EMEF Cleodice Araújo da Cruz, a equipe organizou um cronograma e começou o trabalho em sala de aula com rodas de conversa, teatro e vídeos para explicar às crianças as violências física, psicológica, moral e verbal, conforme relatou a gestora. Dayane explicou que o objetivo desse contato inicial era levar posteriormente a discussão às famílias, por meio de palestras e outras ações.

A gestora também contou que a equipe propôs reflexões sobre respeito e igualdade para as crianças e suas mães, mulheres da comunidade. A intenção, segundo ela, era reconhecer e valorizar o papel dessas mulheres na comunidade.

Para Clarissa Bezerra, gestora da EMEF Pedro Amado, a gestão escolar tem o compromisso de formar cidadãos conscientes, que respeitem as diferenças e a diversidade de pensamentos e aprendam a conviver com o outro. Na avaliação dela, esse compromisso fortalece a aprendizagem na unidade, combate o bullying e valoriza a cultura de paz e o respeito às diferenças.

Clarissa defendeu ainda que uma escola sem violência deve ser um espaço de acolhimento, proteção e segurança, onde os estudantes possam aprender e desenvolver suas potencialidades.

A secretária da Educação, Deise Barroso, avaliou que o reconhecimento do MPSE é motivo de satisfação para toda a rede municipal e representa o compromisso da gestão com a educação em direitos humanos, o respeito e o enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ela, as equipes escolares procuram abordar o tema desde a infância para formar cidadãos conscientes, capazes de reconhecer e combater todas as formas de violência.

Deise também considerou que o resultado demonstra a importância do envolvimento dos profissionais da educação, das famílias e de toda a comunidade escolar na construção de uma sociedade mais justa e segura para meninas e mulheres.

A premiação está em consonância com a Lei Federal nº 14.164/2021, que prevê conteúdos sobre prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica. A legislação também prevê a realização da Semana Escola de Combate à Violência contra a Mulher, integrada às atividades do mês de março.

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