Cidadania

Ações individuais ajudam, mas não bastam contra as mudanças climáticas, diz especialista

Professora de Agronomia da Wyden explica medidas que podem ser adotadas dentro de casa e defende responsabilidade de governos e empresas

Equipe Corrivus
Publicado em 14/08/2026, às 13h54

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Resumo da matéria

A professora Flávia Lourenço, do curso de Agronomia da Wyden, afirma que ações individuais são necessárias para enfrentar as mudanças climáticas, mas não são a única resposta. Em casa, medidas como reduzir desperdícios, reciclar e priorizar produtos duráveis contribuem, porém políticas públicas e investimentos em energia limpa, transporte e saneamento são essenciais. A população também deve se preparar para eventos extremos, acompanhando alertas e adotando cuidados preventivos.

Ações individuais ajudam, mas não bastam contra as mudanças climáticas, diz especialista

Mudanças no consumo doméstico e decisões públicas caminham juntas no enfrentamento das mudanças climáticas, segundo especialista. Crédito: Freepik

As ações individuais ajudam a reduzir desperdícios, modificar padrões de consumo e ampliar a conscientização sobre o uso dos recursos naturais, mas não são suficientes para enfrentar as mudanças climáticas. A avaliação é da professora Flávia Lourenço, do curso de Agronomia da Wyden.

Dentro de casa, algumas mudanças podem começar pela redução do desperdício de água e energia, pelo conserto de vazamentos, pelo planejamento das compras e pelo melhor aproveitamento dos alimentos. Separar os materiais recicláveis e dar a destinação correta a pilhas, baterias, medicamentos e equipamentos eletrônicos também são medidas importantes.

A especialista destaca que diminuir o consumo de produtos descartáveis e priorizar itens mais duráveis contribuem para reduzir a geração de resíduos e o uso de matérias-primas. Quando possível, manter jardins, árvores e áreas permeáveis nos imóveis também ajuda a amenizar o calor e facilita a absorção da água da chuva.

Além de adotar hábitos mais sustentáveis, a população precisa se preparar para os efeitos dos eventos climáticos extremos. Acompanhar alertas meteorológicos, manter calhas e ralos limpos, retirar objetos soltos de áreas externas antes de ventanias e evitar queimadas são cuidados que podem diminuir riscos.

Em períodos de calor intenso e baixa umidade, é importante reforçar a hidratação, manter os ambientes ventilados e redobrar a atenção com crianças, idosos e animais. Diante da previsão de chuvas fortes, a orientação é evitar áreas sujeitas a alagamentos e seguir as recomendações dos órgãos de Defesa Civil.

Para Flávia Lourenço, a responsabilidade não pode ser transferida integralmente ao cidadão. O enfrentamento das mudanças climáticas também depende de políticas públicas, planejamento urbano, fiscalização ambiental, investimentos em energia limpa, transporte coletivo, saneamento e preservação da vegetação. A participação individual também pode ocorrer por meio do acompanhamento de projetos ambientais, da cobrança por medidas efetivas dos gestores públicos e do apoio a iniciativas desenvolvidas nas comunidades.

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