FBAC destaca papel do voluntariado na recuperação de pessoas privadas de liberdade
Entidade que orienta as APACs ressalta a participação da sociedade na humanização da execução penal.
Resumo da matéria
No Dia Nacional do Voluntariado, a FBAC destaca o papel dos voluntários no Método APAC, que propõe uma abordagem humanizada da execução penal. Os voluntários atuam em áreas como educação, capacitação profissional e assistência espiritual, e sua participação é fundamental para a proposta de corresponsabilidade, que envolve também recuperandos, famílias e comunidade.
Voluntários atuam em diferentes frentes dentro da metodologia APAC, incluindo educação, capacitação e fortalecimento de vínculos. Crédito: Divulgação
No Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) ressalta a importância da participação da sociedade nas APACs. O trabalho voluntário é um dos elementos fundamentais do método, que busca a recuperação da pessoa privada de liberdade e sua reinserção social por meio de uma abordagem humanizada.
O Método APAC se fundamenta em valores como confiança, respeito, responsabilidade, solidariedade e valorização humana. Nas unidades, os voluntários contribuem em diversas áreas: assistência espiritual, educação, capacitação profissional, atividades culturais e acompanhamento. Também atuam no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, aproximando a comunidade da realidade do sistema prisional.
Essa presença voluntária ajuda a romper barreiras e preconceitos, permitindo que a pessoa privada de liberdade seja vista além do crime cometido. Para Tatiana Flávia Faria de Souza, Diretora-Geral da FBAC, o voluntariado demonstra que a recuperação não é responsabilidade exclusiva do Estado. "Quando a sociedade se aproxima, participa e oferece seu tempo e conhecimento, ela também passa a fazer parte desse processo de transformação", afirma.
A atuação dos voluntários está ligada à corresponsabilidade prevista no Método APAC, que envolve recuperandos, funcionários, voluntários, familiares, comunidade e poder público. A FBAC, que orienta, fiscaliza e acompanha as APACs, considera o fortalecimento do voluntariado fundamental para ampliar a participação comunitária na execução penal e contribuir para uma sociedade mais inclusiva.
Segundo Tatiana, o voluntário é parte de uma rede que demonstra ao recuperando que a sociedade acredita na possibilidade de mudança. "Essa presença pode ser determinante para que novos caminhos sejam construídos", destaca. Neste contexto, a FBAC reforça a importância de ampliar o envolvimento com as APACs por meio de atividades profissionais, educacionais, culturais, espirituais ou de convivência.